Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Análise: EUA explicitam esforço de venda

Duda Lopes conta como título do Red Sox gerou diversos produtos e oportunidades de compras para torcedores em Boston

Duda Lopes - Boston (EUA) Publicado em 30/10/2018, às 07h36 - Atualizado às 10h36

Imagem Análise: EUA explicitam esforço de venda

Patrocínio esportivo tem diversas funções para uma empresa, mas, invariavelmente, ele termina com um único objetivo: vender mais. Ter isso em mente o tempo todo é um dos diferenciais do mercado americano; as empresas se desdobram para ter o tempo certo e abraçar a empolgação do torcedor.

Estar em Boston durante a conquista do Red Sox na World Series deixa isso claro a todo instante. E, talvez, essa seja a grande diferença do mercado brasileiro em relação ao mercado americano. Ainda que seja difícil comparar os dois países em qualquer segmento que envolva o marketing esportivo.

As vendas estão presentes o tempo todo. Logo após o fim do jogo, por exemplo, entrou um comercial da própria MLB, a liga que organiza o torneio de beisebol nos Estados Unidos, na Fox. A propaganda convocava os torcedores a entrarem no site da entidade para comprar as camisas comemorativas do título da equipe. Quando as imagens voltaram ao estádio, os jogadores já vestiam o produto anunciado.

Não foi o único caso. Há quiosque da Nike na cidade montado apenas para vender produtos durante as partidas finais. E uma série de artigos limitados feitos para o evento, como a garrafa da Budweiser usada na comemoração dos atletas ou um tênis produzido pela New Balance com a marca de "campeão 2018". A Fanatics colocou em seu site até pôster autografado por jogadores, ao preço de US$ 600. Tudo ação de patrocinadores oficiais, seja da MLB ou do Boston Red Sox.

Isso sem contar na infinidade de produtos oficiais relacionados ao título, disponíveis em lojas oficiais e também em pontos diversos, como supermercados. Os artigos vão de camisas a bobblehead, e até mesmo fotos de momentos marcantes da final. O incrível "catch" de Andrew Benintendi no segundo jogo da final, por exemplo, já é vendido em forma de pôster com o autógrafo do jogador, por US$ 179.

Há, no mercado americano, uma enorme naturalidade com o tempo perfeito de negócio no esporte. Quando o tempo perfeito não aparece, eles criam um. Não importa. O importante é ter em mente que esse mercado, como qualquer outro, é feito de consumo. E que a paixão do torcedor é um combustível fantástico para isso.

O mercado brasileiro ainda faz pouco uso dessa estratégia. Ela de fato não é simples, apesar de parecer óbvia. Envolve uma logística e investimentos extras. Mas é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de estar presente no esporte.