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Análise: Futebol começa a puxar a fila e muda a relação com o fã

Erich Beting comenta novas estratégias feitas por gestores de estádios para aproximar o futebol dos torcedores

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 07/05/2015, às 10h50

Imagem Análise: Futebol começa a puxar a fila e muda a relação com o fã

Numa indústria ainda em formação como é a nossa, o futebol precisa ser o carro-chefe para mudar o jeito que pensamos a promoção do esporte no Brasil. Com mais dinheiro, mais atenção de mídia e público, o futebol tem a força de começar a mudar o comportamento de toda a indústria a partir de algumas ações.

Nos últimos dias, temos noticiado por aqui diversos comportamentos dos dirigentes de futebol que vão, aos poucos, mudando a relação que a modalidade tem com o seu fã.

Durante um século, o futebol praticamente não precisou se preocupar em captar e reter os clientes. Agora, a situação é muito diferente. Ou o futebol busca o fã, ou vai encolher.

A preocupação em não formar filas para o acesso da torcida ao estádio, a mudança na oferta de experiências ao fã pelo programa de sócio-torcedor, a criação de eventos para que o consumidor interaja com o clube não apenas nos dias de jogos são algumas das ações que podem ajudar a mudar a indústria do esporte.

E o principal ponto de mudança é o impacto que essas atitudes tem na forma como o patrocinador enxerga o esporte como negócio por aqui.

Num mercado de mídia peculiar como o nosso, em que uma emissora de TV detém 50% da audiência e 75% da verba, o esporte precisa se mostrar como uma alternativa viável e eficiente de investimento.

Ser só uma mídia de massa mais barata não dá bom retorno às marcas. Quando o futebol começa a colocar o fã em primeiro lugar, passa a oferecer para as empresas novas possibilidades. É questão de tempo para as marcas se apropriarem disso.