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Análise: Medina ganhou muito mais que o Mundial em 2014

Leia a opinião de Duda Lopes sobre o momento vivido pelo surfista brasileiro

Duda Lopes - São Paulo (SP) Publicado em 17/04/2015, às 10h29

Imagem Análise: Medina ganhou muito mais que o Mundial em 2014

Ao vencer o Mundial de Surfe de 2014, o brasileiro Gabriel Medina atingiu um status dentro do esporte que poucos atletas conseguem. Ele deixou de ser um esportista para se tornar um ícone de sua modalidade e de seu país. Um fenômeno que talvez ainda seja difícil de perceber no momento, mas que uma revista americana fez questão de ressaltar.

Gabriel Medina na lista de 100 mais influentes da Time, a revista mais popular nos Estados Unidos, mostra a força adquirida pelo brasileiro. Caso pareça exagero tal colocação, vale a lembrança de que o americano Kelly Slater goza do prestígio de ídolo em seu país. E foi em cima dele que Medina se consagrou.

A consagração, por sinal, pode ser administrada por muito tempo. Basta lembrar de Gustavo Kuerten, uma presença constante no mercado publicitário e que foi transformado em embaixador do Itaú recentemente. Guga está aposentado há sete anos. Seu auge já tem mais de uma década.

Talvez Medida ainda não tenha obtido esse nível, por ainda não ter ganhado tanto. Mas certamente o caminho está traçado. E, assim como Guga, sua carreira parece ser bem administrada, para sorte de marcas como Samsung, Guaraná Antárctica, Mitsubishi e cia, empresas que compraram a ideia da promessa e garantiram a imagem de um vencedor.

Além do sucesso nas ondas, Medina tem alguns trunfos. É jovem e bastante carismático, algo que, claro, tem relevância para a sua presença na lista da Time. Agora, seu desafio será transformar todo esse clamor em algo realmente rentável. E, na posição de pessoa influente no Brasil e nos Estados Unidos, isso será muito mais fácil.