Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Análise: Mundo real é que de fato conecta a marca

Redes sociais perderam eficácia de antes, e marcas esportivas mostram qual é o novo caminho a ser seguido

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 23/11/2018, às 07h52 - Atualizado às 09h52

Imagem Análise: Mundo real é que de fato conecta a marca

As últimas iniciativas tomadas pelas marcas esportivas para se aproximar do público mostram que, após a corrida pelo Eldorado Digital, finalmente elas se deram conta de que nada supera a conexão real entre as pessoas para gerar um vínculo capaz de se traduzir em consumo.

A iniciativa da Nike de criar um evento que exalta a cultura do basquete de rua, com a presença de atletas da seleção brasileira, ex-jogadores consagrados e artistas do movimento rap é mais uma atitude que faz a marca sair do plano virtual para se conectar de forma muito mais direta com o seu consumidor no habitat natural dele.

A marca americana já vem fazendo isso há quase dois anos, mas isso agora tem se expandido para além da fronteira do futebol. Recentemente, a Adidas também decidiu promover um treino presencial com a cantora Anitta, que desde 2016 mantém um vínculo com a marca, antes restrito apenas a ações no universo digital.

Da mesma forma, outras marcas esportivas já se deram conta de que o digital é, hoje, uma plataforma imprescindível de comunicação, mas que só ela não é suficiente para gerar um vínculo com o consumidor que o faça ser não só um comprador da marca mas também seu ferrenho defensor.

Naturalmente, são as marcas esportivas que vão mostrar o caminho para as outras empresas investirem seu dinheiro. Historicamente, sempre foi assim que elas funcionaram. Por terem exposição garantida na mídia por conta do patrocínio a clubes, competições e atletas, as marcas sempre buscam o caminho complementar de ativação para criar vínculo com o consumidor.

Há alguns anos, criar conteúdo para as pessoas verem e compartilharem já significava um ganho de comunicação. O problema é que as mídias sociais se popularizaram a ponto de precisarem de alto investimento para dar um retorno questionável. 

Assim, passa a fazer muito mais sentido gastar mais numa ação real para falar com um pouco menos de consumidores do que dar o tiro de canhão no universo digital. Curiosamente, ao fazer o evento real, essas marcas inspiram os outros.

Agora, não é mais o influenciador quem replica o conteúdo da empresa. As próprias pessoas, com suas poderosas redes pessoais de contatos, espalham os conceitos da marca diretamente ao círculo mais íntimo de relacionamento.

Cada pessoa é uma mídia. E fazê-la voluntariamente te promover só é possível a partir de uma conexão no mundo real. As marcas esportivas entenderam isso.