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Análise: o futebol brasileiro não morde, patrocinador

Duda Lopes opina sobre a falta de ações de ativação de patrocínio no mercado brasileiro

Duda Lopes - São Paulo (SP) Publicado em 06/05/2015, às 14h14

Imagem Análise: o futebol brasileiro não morde, patrocinador

Nesta semana, o Guaraná Antárctica divulgou uma ativação de seu patrocínio a Neymar: levou um internauta a Barcelona para jogar vídeo game com o ídolo. Mas será que é preciso ir tão longe para gerar uma experiência única ao torcedor?

Ação do Guaraná levou torcedor para Barcelona ver Neymar

Se resta alguma dúvida sobre o valor que há no país, lembre-se que um torcedor são-paulino se dispôs a pagar quase R$ 5 mil para jogar ao lado de Rogério Ceni. Aliás, não foi só um, mas mais de 20 torcedores.

O futebol brasileiro tem capacidade de promover várias experiências únicas aos torcedores. As empresas não entenderam isso, mas os clubes já têm noção maior do que é capaz. E arrecadam numa área que, normalmente, é usada por patrocinadores dispostos a atrair o consumidor.

Em São Paulo, os rivais são-paulinos também dão mostra desse valor. O Corinthians, por R$ 1,8 mil, colocou torcedores para fazer um treino no Centro de Treintamento.

O Palmeiras, para aumentar o apelo de seu sócio-torcedor, colocou-o como gandula numa partida em pleno Allianz Parque. É difícil não lembrar de como a Sony dá o privilégio de fazer o torcedor ser fotógrafo por um dia na Copa do Mundo. Para as empresas, num evento como o Mundial, a ação é bem-vinda. No futebol brasileiro, aparentemente, não.

O problema é que para um torcedor, poucas coisas são comparáveis às experiências vividas com o próprio time. Não é nenhum absurdo dizer que, para um são-paulino, estar com Rogério Ceni é muito mais interessante do que estar com Neymar. Quando as empresas perceberem isso, elas só terão a ganhar.