Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Análise: Olimpíadas abrem portas para os chineses no Brasil

Erich Beting fala sobre o uso dos Jogos do Rio-2016 como negócios pelas marcas

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 23/10/2014, às 08h31 - Atualizado às 10h31

Imagem Análise: Olimpíadas abrem portas para os chineses no Brasil

A combinação é perfeita. Um dos principais mercados emergentes do mundo de um lado, o principal evento esportivo do mundo do outro. Para melhorar, o conhecimento adiquirido em 2008, com os Jogos Olímpicos de Pequim, fez com que as marcas chinesas olhassem com carinho para o Brasil recentemente.

O acordo da 361° com o Rio-2016 é uma mostra dessa realidade. A fabricante esportiva é a primeira empresa chinesa do segmente a patrocinar uma edição de Olimpíadas.  

A decisão tomada pela empresa, que investiu US$ 15 milhões só para começar a operar no país, abre as portas para que outras marcas chinesas olhem o Brasil para investir.

As Olimpíadas são, nesse sentido, a plataforma mais segura para uma marca apostar no Brasil. Mais ainda, ao fazer os uniformes de pódio, a 361° ganha a chance de se posicionar como uma marca de grife. 

Com a experiência de ter vivenciado o alcance de exposição das Olimpíadas a partir do exemplo de Pequim, para a marca já é possível vislumbrar para que serve o apoio.

A dúvida que persiste é a receptividade do governo para as marcas que vêm de fora. Nos calçados, a sobretaxa do par de tênis serviu para encarecer o produto e cair as vendas.

Com um concorrente 100% Made in China, será interessante observar como se dará o comportamento.

As Olimpíadas já começaram.