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Análise: Ousadia só funciona no esporte quando toda a cadeia é envolvida

Erich Beting comenta o fracasso na ativação de patrocínio da Intel com o Barcelona

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 23/02/2015, às 14h43

Imagem Análise: Ousadia só funciona no esporte quando toda a cadeia é envolvida

O naufrágio quase certo do projeto da Intel no Barcelona é a prova de que, para uma ação ousada ter sucesso no esporte, toda a cadeia deve ser envolvida para o negócio vingar.

O projeto da Intel era ótimo. Uma empresa cujo produto fica dentro dos computadores decide ter sua marca estampada dentro da camisa de um dos clubes mais midiáticos.

O conceito do “Look Inside” era transferido e remetido diretamente ao patrocínio. A apresentação do projeto gerou elogios de todos.

O problema do Barcelona e da Intel, ao que consta, é que duas partes fundamentais para o projeto vingar aparentemente foram esquecidas.

O primeiro, e fundamental, foi o jogador. Se ele não virar a camisa para celebrar o gol, a marca não vai aparecer. Ele é o maior responsável por tornar popular o patrocínio.

O segundo aspecto negligenciado foi não consultar, antes, a Nike, fabricante do uniforme. Era preciso saber se era possível o negócio ser colocado em prática. Não há camisa do Barcelona à venda com o logo da Intel para você “olhar para dentro”.

O caso lembra a baita ideia tida por Flamengo e Duracell em 2010, quando a estrela na camisa do time carioca iria se acender por causa da pilha que o patrocinava. Time perfilado para entrar no gramado, tudo em ordem e então... Ronaldinho Gaúcho, estrela do time, foi o único que subiu ao Maracanã com a estrela da camisa apagada, por se recusar a fazer a ação do patrocinador.

A ousadia numa ação no esporte só funciona se todas as pontas do negócio estiverem comprometidas.

Seja no Rio ou em Barcelona.