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Após pressão, futebol dos EUA terá inédita presidente mulher

Carlos Cordeiro renunciou após polêmica sexista em processo judicial

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 13/03/2020, às 08h09 - Atualizado às 11h09

Imagem Após pressão, futebol dos EUA terá inédita presidente mulher

A disputa pela igualdade de direitos no futebol dos Estados Unidos levou a uma drástica mudança na presidência da US Soccer, entidade que comanda o esporte no país. Na noite desta quinta-feira (12), Carlos Cordeiro anunciou sua saída do comando da entidade, que agora passará a ser presidida por Cindy Parlow Cone, ex-jogadora que tinha sido eleita vice-presidente da US Soccer em 2018.

Cindy se torna, assim, a primeira mulher a presidir a entidade, em meio a uma disputa na Justiça que expôs o pensamento sexista dentro da instituição e levou Cordeiro a pedir demissão após ser pressionado inclusive pelos patrocinadores.

Após polêmica sexista, Cindy Parlow Cone é a nova presidente da US Soccer (Foto: Reprodução / Twitter (@ussoccer))

Nesta semana, o US Today divulgou detalhes do processo que corre na Justiça em que as atletas do futebol feminino, atuais campeãs mundiais, pedem para equiparar os salários com os dos homens. Na argumentação dos advogados da US Soccer para sustentar o pagamento maior aos atletas do masculino, foi dito que "as jogadoras são menos qualificadas e têm menos responsabilidades do que seus colegas homens".

A divulgação revoltou as atletas e os patrocinadores da US Soccer. Em nota, a Coca-Cola exigiu esclarecimentos, sendo apoiada por Budweiser, Deloitte e Visa.

"Pedimos para nos encontrar com eles imediatamente para expressar nossas preocupações. A Coca-Cola é firme em seu compromisso com a igualdade de gênero, a justiça e o empoderamento das mulheres nos Estados Unidos e em todo o mundo, e esperamos o mesmo dos nossos parceiros", afirmou a empresa.

A pressão surtiu efeito e nem foi preciso ocorrer o tal encontro pedido pela multinacional. Na noite desta quinta-feira (12), Cordeiro disse que renunciava porque era "inaceitável e indesculpável" que tivesse permitido o uso desses termos pelos advogados da US Soccer.