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Após veto, Nike “mita” ao defender Serena Williams

Marca americana defende atleta após diretoria de Roland Garros criticar uniforme usado em 2018

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 27/08/2018, às 11h51

Imagem Após veto, Nike “mita” ao defender Serena Williams

Depois de ver Serena Williams ser criticada pela diretoria de Roland Garros e ter vetada a possibilidade de voltar a usar uma calça para jogar na competição, a Nike decidiu sair em defesa de sua principal atleta.

A fabricante americana deu um winner de devolução na estúpida crítica feita pelos organizadores de Roland Garros a respeito da roupa usada pela tenista americana na edição de 2018 do torneio.

Em junho, Serena voltou a jogar após dar à luz Alexis Olympia. Em Roland Garros, em vez de usar as habituais saias das tenistas, a americana vestiu calça e camiseta. O traje foi apelidado de “roupa de Wakanda”, personagem do filme Pantera Negra, que havia sido lançado em fevereiro.

Segundo a atleta, além de assumir as vezes de uma super-heroína, a roupa ajudava na circulação sanguínea, auxiliando na recuperação pós-parto.

À época, o traje foi elogiado por algumas tenistas, criticado por outras, mas a história havia acabado ali. Até que, na semana passada, o diretor de Roland Garros, Bernard Giudicelli, deu uma entrevista afirmando que roupas como aquela não serão mais aceitas.

A polêmica aumentou, e a Nike decidiu, então, sair em defesa de sua principal atleta. Um post nas redes sociais da marca foi taxativo: “Você pode tirar a fantasia do super-herói, mas você não pode nunca tirar seus superpoderes”.

Nike usou redes sociais para defender Serena Williams após veto de Roland Garros. Foto: Divulgação

A resposta, obviamente, viralizou.

Ao defender Serena, a Nike repete a própria história da marca dentro do tênis. Nos anos 80, a empresa foi a primeira a criar roupas coloridas. Até então, tenista não vestir branco era algo praticamente impensável.

Andre Agassi foi o primeiro a romper essa barreira. Duramente criticado, ele foi defendido pela empresa, que passou a ser sinônimo de inovação num meio até então avesso a mudanças. Atualmente, só Wimbledon não permite roupas coloridas.

Será que os superpoderes da Nike e de Serena conseguirão derrotar a tradição?