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Associação de indústria do esporte projeta crescimento do setor em 2015

Ápice, que congrega marcas do setor, acredita que marcas podem aproveitar alta do dólar para aumentar exportações

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 23/04/2015, às 09h21 - Atualizado às 12h21

Imagem Associação de indústria do esporte projeta crescimento do setor em 2015

Loja oficial da Nike no Rio de Janeiro

A Ápice (Associação pela Indústria e Comércio Esportivo) espera um crescimento do setor em 2015, apesar da retração econômica e de neste ano não haver um megaevento que impulsione as vendas, como foi a Copa do Mundo do ano passado.

Para isso, a entidade, que congrega as principais marcas esportivas que atuam no país, espera melhorar a cadeira produtiva, deixando o produto nacional mais competitivo. Fazem parte da associação Adidas, Alpargatas, Asics, New Balance, Nike, Oakley, Paquetá, Puma, Sketchers e Under Armour.

“A alta do dólar não favorece necessariamente a exportação, já que muitos componentes do tênis, por exemplo, são importados”, conta Marina Carvalho, diretora-presidente da Ápice, que projeta uma alta no preço dos calçados por conta do material que vem do exterior para abastecer as empresas nacionais.

Estados Unidos e Argentina são os dois principais compradores de produtos esportivos produzidos no Brasil. Segundo Marina, a exportação para os hermanos sofreu queda em 2014 por conta de política econômica protecionista do país.

“O México pode ser um novo mercado a ser explorado. Mas é necessário que o Brasil assine mais tratados de comércio, com redução de tarifas com esses países”, afirma a executiva.

Segundo dados do Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), o setor de calçados e roupas esportivas movimentou R$ 15,11 bilhões em 2014 no país. Para este ano, a previsão do instituto é de 2,5%. Essa pesquisa, porém, não mede o faturamento com a venda de equipamentos esportivos.  

Sem um megaevento como foi a Copa do Mundo de 2014 ou como será a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, a tendência das empresas do setor no país é focar na ativação de patrocínios locais, como nas equipes de futebol, e no aumento da produção voltada para o mercado externo.

“No ano passado tivemos a Copa do Mundo, mas também a retração econômica para contrabalançar. A crise não está neutralizada. Dependemos das condições macroeconômicas, que a gente não controla”, afirma Marina, sobre a expectativa da Ápice de cumprir as metas para este ano.