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Ausência de ídolos evidencia Robinho

Ausência de ídolos evidencia Robinho

Duda Lopes e Rodrigo Capelo em São Paulo - SP Publicado em 02/06/2010, às 17h00

Em 2006, a seleção brasileira estava recheada de jogadores com carisma de sobra, ou seja, com grande apelo para campanhas publicitárias. Do bolo que incluía Ronaldo, Roberto Carlos, Adriano e Ronaldinho Gaúcho, sobraram apenas Kaká, um destaque pela boa imagem que tem, e Robinho, última grande estrela na seleção e que tem concentrado as atenções. Existe até um esforço para levantar outros candidatos à condição de ídolo, caso do Luis Fabiano, que estrela a propaganda da Brahma. O camisa 9, no entanto, fica longe da identificação que tinha seu sucessor Ronaldo, tanto na tela quanto em campo. Para Oliver Seitz, especialista em indústria do futebol, Robinho é o grande beneficiado: ?Acaba concentrando, Volks, Seara, tudo num jogador só. O Robinho está jogando aqui, tem exposição grande, é o escape artístico da seleção?. Quem defende a concentração no Robinho, lembra que a seleção atual está estigmatizada como a seleção dos volantes. Fábio Wolff, executivo da Wolff Sports & Marketing, no entanto, lembra da Copa da Alemanha para lembrar que excessos de craques reconhecidos nem sempre é bom para a seleção: ?Todos querem ver as estrelas. Mas isso em 2006 se mostrou de uma forma muito ruim. Os treinos não são exposições?. Há também quem discorde que a falta de jogadores carismáticos fará falta ao mercado publicitário relacionado à seleção. Para o consultor na área de gestão estratégica de mercados, Antônio Cosenza, a seleção está construindo uma nova imagem de comprometimento e as pessoas estão a levando mais a sério: ?Isso vai gerar contratos profissionais, vai alavancar salários vai acabar surgindo a popularidade?. Em 2006, a seleção estava recheada de astros, mas não ganhou. A falta de ídolos pode parecer uma opção de Dunga, que refutou jogadores populares. Mas o especialista em marketing e retorno de mídia Rafael Plastina vai além e vê um problema com atletas brasileiros: ?Hoje há escassez de ídolos como Zico, Pelé, Guga, Airton (Senna), Ronaldo. Esses, além de resultados, têm performance atlética grande, carisma e empatia grande da população. Tem apoio inclusive da mídia. Hoje tem o Kaká e o Giba, mas fora isso, estamos fracos.?