Basquete feminino aposta em liga para atrair aportes

"O basquete feminino não ajuda", lamenta secretário de São Caetano

Com a primeira temporada agendada para terminar no fim de fevereiro, a Liga de Basquete Feminino (LBF) gera discurso uniforme entre dirigentes dos clubes participantes. Caso a competição seja bem organizada até o fim e tenha uma segunda edição, de maneira que se consolide no cenário nacional, a busca por patrocínios será facilitada.

"Por enquanto, o próprio basquete feminino não ajuda, porque a liga ainda é nova, não há atletas renomadas, entre outros problemas", justifica Mauro Chekin, secretário de Esporte e Turismo da cidade de São Caetano, responsável por gerir o São Caetano/Unip. A equipe conta apenas com o apoio da universidade, que cede somente uniformes.

Apesar de outros clubes viverem situações díspares, como o Catanduva, que carrega três empresas nos naming rights e nove marcas na camisa, a confiança na consolidação da liga para atrair novos patrocínios está presente em todas as equipes. Nesses casos, a LBF poderia valorizar acordos e até "limpar" camisas.

Entre outros clubes que contam com número reduzido de patrocinadores e ainda aguardam dias melhores nas finanças, estão Mangueira/Petrobras e ABF Joinville. A partir do momento em que a liga se fortalecer, ganhar prestígio e visibilidade, ambos acreditam que terão melhores argumentos para convencer empresas.