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Basquete precisou ter a própria liga. Será que o vôlei terá força para isso?

Adalberto Leister Filho relembra a criação do NBB e a dificuldade que o vôlei terá para ter uma liga

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 22/10/2014, às 11h44

Imagem Basquete precisou ter a própria liga. Será que o vôlei terá força para isso?

O basquete, visto hoje como exemplo por jogadores e dirigentes de vôlei, não criou sua liga independente para retirar poder da confederação. Nem pensou em fazer um campeonato administrado pelos clubes como forma de crescer ainda mais. Foi questão de sobrevivência.

Há nove anos, a modalidade esboçou a primeira experiência de um torneio gerido pelas equipes, com a criação da Nossa Liga de Basquete. A iniciativa contou com o apoio dos principais times do país. Para chamar a atenção de mídia e patrocinadores, o Mão Santa Oscar foi eleito seu primeiro presidente.

O projeto, porém, bateu no aro após sofrer forte oposição da Confederação Brasileira de Basquete. Em 2005, o Brasil viveu o vexame de ter dois Brasileirões, um da NLB e outro da CBB. Por fim, o Campeonato Nacional da confederação, afundado em liminares na Justiça, nem chegou ao fim, afugentando os investimentos na modalidade.

A Nossa Liga, que ganhou o apelido de “Nossa Briga” por conta das desavenças entre os dirigentes dos clubes, seria extinta três anos depois. Foi implodida pelo esvaziamento do torneio e pela fuga de patrocinadores.

Em 2009, após o fiasco de mais uma ausência do basquete masculino na Olimpíada, foi criado o Novo Basquete Brasil. Dessa vez, a confederação não teve força política para deter o movimento. Outras confederações, incluída a CBV, olharam atravessado para a “fraqueza” da confederação de basquete.

Hoje o torneio, se não conta com o mesmo número de patrocinadores da Superliga, ostenta conquistas invejáveis para quem atua próximo à rede. A união dos clubes peitou a Globo e impôs novamente um playoff final em melhor de três jogos. O vôlei fará novamente decisão em partida única. O sucesso comercial do evento atraiu os olhos da NBA, maior liga de basquete do mundo, prestes a assinar uma parceria inédita com os brasileiros.

O vôlei não deve chegar ao fundo do poço em que esteve o basquete. Mas já olha com cobiça a ascensão da bola laranja. Resta saber se os clubes da Superliga terão um dia força para peitar a CBV e capacidade para enfrentar os desafios de administrar seu próprio campeonato.