Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

BlackBerry usa história da Mercedes em "ressurreição"

Patrocinador se apóia em volta por cima de escuderia para recriar própria história

Duda Lopes - Brackley (ING)* Publicado em 27/10/2014, às 07h56 - Atualizado às 09h56

Imagem BlackBerry usa história da Mercedes em "ressurreição"

A BlackBerry é um daquelas empresas que poderiam ter sido extintas após as seguidas reviravoltas do mundo da tecnologia. Em seu próprio segmento, marcas conhecidas sofreram severas dificuldades e terminaram compradas por grandes grupos, caso da Nokia com a Microsoft e a Motorola com o Google.

Mas, apoiando-se na segurança de seus produtos, a BlackBerry sobreviveu a um potencial vendaval. A recuperação da empresa ficou clara no último relatório financeiro, que apontou forte queda nos prejuízos. A situação fortaleceu a companhia, que voltou a investir mais alto em inovação. E, a partir disso, usou a sua relação com a equipe Mercedes de Fórmula 1 para também achar um meio de contar essa história.

“Hoje, a Mercedes é campeã do mundo, mas há alguns anos, eles tinham dificuldades. E a BlackBerry também teve dificuldades. Então eu acho que esse é mais um paralelo que nós podemos traçar”, explicou Markus Mueller, diretor regional para a Europa da BlackBerry.

A empresa usa os pilotos da Mercedes em chats com a ferramenta BBM, além de criar ações promocionais a cada prova.

O outro lado importante da história foi o apoio no diferencial da segurança dos produtos da marca. O tema ficou em evidência na Fórmula 1 graças a uma série de escândalos de espionagem e trocas ilegais de informações que explodiram em 2007. Engenheiros de diferentes equipes foram denunciados pela prática.

Esse é a grande associação que a BlackBerry tenta fazer entre seus produtos e o patrocínio à Mercedes AMG Petronas. Para se recuperar financeiramente, a empresa tem se apoiado na segurança de seus produtos, concentrados em vendas para empresas e governos. “Quando se está sob pressão, você concentra no que pode ganhar”, resumiu Mueller.

Na prática, a BlackBerry se apoia na Fórmula 1 para promover, principalmente, duas tecnologias. A primeira se refere a mensagens criptografadas, com o BES10, produto da empresa. O programa garante que mensagens, vídeos e fotos enviados entre celulares da marca não sejam interceptados.

Parece excesso de prudência, mas, segundo o diretor-executivo da equipe Mercedes, Toto Wolff, é um serviço essencial. “Todas as decisões na Fórmula 1 são feitas por telefone. Agora, imagine que todas as suas estratégias fiquem expostas por três dias seguidos a cada semana. Todos os concorrentes, amigos, inimigos, mídia, juntos”, ponderou, reforçando a necessidade de um sistema seguro.

A segunda questão da BlackBerry é a promoção de novos produtos físicos, novos celulares. Esse aspecto fica aberto neste momento de maior tranquilidade financeira da empresa. Neste momento, a marca expõe um aparelho quase quadrangular, com teclado sensível ao toque, chamado de Passport. Com tela grande e usabilidade simples, a empresa quer unir aparelhos de negócio com possibilidades de lazer em um único dispositivo. A equipe da Mercedes, claro, dispõe do recém-lançado produto, que só deve chegar ao Brasil em 2015.

As plataformas oferecidas pela Mercedes somadas ao momento vivido pela empresa com a equipe devem garantir mais um ano de parceria. O contrato é fechado anualmente. A marca canadense esteve exposta nos carros da Fórmula 1 em 2013 e em 2014. Para 2015, Markus Mueller manteve mistério à Máquina do Esporte, ainda que tenha dado a entender que a tendência é de renovação. 

* O repórter viajou a convite da BlackBerry