Boca padroniza escolas no Brasil, mas libera comercial

Jogadores de escola do Boca nos Estados Unidos

Jogadores de escola do Boca nos Estados Unidos

O Boca Juniors vai inaugurar neste sábado, em São Paulo, a primeira escolinha oficial do clube no Brasil. A iniciativa faz parte de um programa de franquias que os argentinos começaram a desenvolver há cerca de um ano, que já conta com outras sete unidades espalhadas pelo continente americano. Todas elas compartilham linha visual e principalmente a metodologia. A estratégia de marketing, contudo, não é unificada.

No Brasil, por exemplo, o foco das escolinhas é disseminar a imagem do Boca Juniors. Para isso, todas as escolas precisarão usar um modelo padronizado de exposição da marca e de abordagem aos garotos, que pagarão mensalidades entre R$ 80 e R$ 100. No entanto, haverá diferentes modelos comerciais.

“Nós fazemos, em uma primeira inst"ncia, é consolidar e deixar bem feito o esportivo. A abertura da escola, a planificação, o treinamento, a metodologia, as linhas a seguir para que a escola tenha uma metodologia e uma forma de treinar como o Boca Juniors quer”, contou Andrés Lillini Compari, coordenador-técnico da equipe argentina e criador do projeto.

O desenvolvimento do projeto pedagógico será acompanhado com avaliações mensais e visitas periódicas da diretoria do Boca Juniors a cada uma das unidades. A equipe terá atenção especial com professores e com orientadores das crianças para que eles façam um trabalho padronizado em todo o planeta.

A parte comercial não tem o mesmo padrão. Algumas escolas do Boca poderão ter um espaço para vender produtos licenciados, por exemplo. Outras terão chance de explorar venda de merchandising e espaços para ações de marketing.

Além da metodologia, um grande diferencial será a possibilidade de viajar à Argentina. Dois garotos serão selecionados a cada semestre para passar uma semana em Buenos Aires e treinar com o Boca Juniors.

O Boca já tem escolas em Bogotá, Guayaquil, Lima, Santiago, Santa Cruz de la Sierra, Miami e El Salvador. O clube já tem acordos para abrir unidades na Coreia do Sul, no Paraguai e na Austrália, e também projeta um crescimento do projeto no Brasil.

As franquias no Brasil são tocadas em parceria com a DFS Gol, empresa que detém exclusividade para explorar a marca do Boca Juniors no Brasil para o segmento de escolas de futebol.

“Nós identificamos uma chance de mercado aí porque não existia um clube internacional trabalhando no Brasil. Um clube internacional desperta bem menos rejeição do que uma equipe daqui”, apontou Higor Nunes dos Santos, sócio-diretor da DFS Gol. A empresa negociou durante quatro meses com o Boca Juniors. Antes disso, chegou a cogitar equipes europeias, negociações que foram inviabilizadas por causa do alto custo.