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Caratê faz lobby por inclusão no programa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020

Presidente de federação mundial visita país e mantém encontro com comitê organizador

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 09/01/2015, às 08h11 - Atualizado às 10h11

Competição de caratê durante o Pan de Guadalajara-2011

Arte marcial japonesa, o caratê está fazendo lobby para entrar no programa olímpico dos Jogos de Tóquio, em 2020. O presidente da Federação Mundial de Caratê, o espanhol Antonio Espinós, conversou com os dirigentes japoneses nesta quinta-feira sobre o interesse da modalidade em fazer parte da Olimpíada e Paralimpíada.

A visita do dirigente acontece depois que o COI (Comitê Olímpico Internacional) aprovou, em dezembro, 40 recomendações de sua Agenda 2020, entre as quais inclui uma que permite que o comitê organizador dos Jogos possa propor a inclusão de “um ou mais” esportes a cada edição do evento. Essa prerrogativa abre as portas para que os organizadores de Tóquio-2020 possam incluir modalidades além das 28 já previstas pelo programa estabelecido pelo COI.

O Japão tem histórico de introduzir modalidades que acabaram se popularizando na Olimpíada. Na última vez que os Jogos aconteceram no país, em Tóquio-1964, o judô e o vôlei foram incluídos pela primeira vez no programa. A modalidade dos tatames é outra arte marcial com origem japonesa. Já o vôlei, embora tenha surgido nos Estados Unidos, já era um esporte muito popular no país. Tanto é que a seleção feminina dos anfitriões ficou com o ouro.

Espinós se reuniu com Hakubun Shimomura, ministro da Educação, Cultura e Esporte do Japão. Na sexta-feira, o cartola terá encontro com Tsunekazu Takeda, presidente do Comitê Olímpico Japonês, e com o ex-primeiro-ministro do país, Yoshiro Mori, que é presidente do Comitê Organizador de Tóquio-2020.

“O objetivo é ter contato com as pessoas que tomarão a decisão de incluir mais eventos e transmitir nosso interesse para que haja a introdução do caratê em Tóquio-2020”, afirmou o espanhol.

“A expectativa é boa porque a Federação Japonesa de Caratê tem trabalhado muito bem. Também temos que ter em conta que, ainda que o caratê seja um esporte universal, todo mundo sabe que suas raízes são japonesas”, acrescentou o dirigente.

Em dezembro, a federação japonesa entregou documento ao primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e ao ministro Shimomura para a inclusão do caratê no programa olímpico de 2020. Ainda não foi estabelecido o prazo e os procedimentos para a seleção de novos eventos para os Jogos de Tóquio. O Comitê Organizador deve anunciar em breve qual será o sistema que será atotado.