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Carnaval vai de vilão a aliado do Rio Open

Organização do torneio celebra bom uso de feriado para promover evento

Alexandre Cossenza - Rio de Janeiro (RJ) Publicado em 17/02/2015, às 12h40 - Atualizado às 12h52

Imagem Carnaval vai de vilão a aliado do Rio Open
“Carnaval é o Rio de Janeiro”, reconhece Lui Carvalho, diretor do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul.  Obrigado pelo calendário mundial da modalidade, Carvalho, um paulista de 33 anos radicado na Cidade Maravilhosa desde 2012, foi obrigado a organizar seu evento justamente no feriado que marca aquela que é conhecida como a maior festa do mundo. Sentado na sala de imprensa durante a primeira sessão do torneio - uma segunda-feira, tradicionalmente o dia de menor público para o tênis -, o diretor comemorou a casa cheia. O segredo? Encontrar uma maneira de combinar tênis e Carnaval.
O atribulado diretor conversou com a Máquina do Esporte menos de 12 horas depois de levar Gustavo Kuerten e Rafael Nadal, dois dos maiores nomes da história do esporte, para desfilar na Marquês de Sapucaí. O próprio Carvalho, aliás, caiu na folia - junto com David Ferrer, outro top 10 que dá brilho ao Rio Open. Na sala de imprensa, minutos depois de coordenar com um canal de TV o enquadramento perfeito da transmissão, exibindo até o relógio da Rolex em um dos cantos da quadra, o diretor falou sobre a combinação que deu certo.
“O Carnaval é a maior festa do mundo. A gente não pode ignorar e achar que o Rio Open é o Rio Open, e o Carnaval é o Carnaval. A gente acha que os dois vão bem juntos. E foi tão bem no domingo, foi um sucesso o que a gente fez na Sapucaí. Os dois (Nadal e Guga) se divertiram para caramba e saiu no Fantástico, nos jornais, no Bom Dia Brasil, enfim, em todas as mídias porque é muito legal a gente estar inserido dentro do Carnaval.”
A data do torneio e sua coincidência com o Carnaval - algo que nem sempre acontece - já eram conhecidas de Carvalho e da IMX há dois anos. Os primeiros obstáculos eram logísticos: trânsito e hospedagem. A organização apostou em hospedar os tenistas na Barra da Tijuca, fugindo do trânsito complicado pelos tradicionais blocos de rua do eixo Leblon-Ipanema-Copacabana. Deu certo. “O tempo de rota do clube até o Windsor Barra, sem trânsito, é de 15, 20 minutos no máximo”, explica o diretor. 
A questão do público nunca foi uma preocupação. Como torneios de tênis são disputados de segunda a domingo, a venda de ingressos é sempre mais fraca nos primeiros dias. O Carnaval ajudou. O feriado nacional permitiu que um número da fãs muito maior do que o habitual visitasse o Jockey Club Brasileiro, sede do Rio Open, logo no primeiro dia de partidas.
O maior desafio, porém, foi convencer os patrocinadores de que seria possível promover um grande evento esportivo durante o Carnaval, quando os olhos da mídia estão voltados para a grande festa carioca. Além de um recorrente ponto de interrogação. “A gente teve uma experiência de Copa do Mundo, que foi aconteceu muito bem. Todo mundo elogiou. Mas existe uma grande dúvida se o Brasil é capaz de organizar grandes eventos esportivos e grandes festas”, ressalta Carvalho. “Ainda um grande evento esportivo com uma grande festa? Existia muita dúvida”, completa. O diretor e sua equipe, porém, conseguiram celebrar esse casamento. 
“No fim das contas, deu muito certo. Todos nossos clientes - Claro, Itaú, Peugeot, TAM…  - estão trazendo bastantes clientes para assistir. E assistir aos dois. Foi uma boa combinação. O pessoal vem aqui de dia e vai ao Carnaval à noite. Marcas internacionais, que trazem clientes de fora, têm a oportunidade de fazer um combo. Afinal de contas, você não pula Carnaval a semana inteira. Você vai um, dois dias. O Rio Open tem sete dias. No fim, a coisa casou muito bem por ser no Rio de Janeiro. Todo mundo quer estar no Rio nesta época do ano. Essa é a verdade. Casou muito bem.”