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CEO deixa Cruzeiro e sugere intervenção no clube

Vittorio Medioli afirma ser impossível seguir no clube, ataca estatuto e diz que saída é interventor

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 06/01/2020, às 07h27 - Atualizado às 10h27

Imagem CEO deixa Cruzeiro e sugere intervenção no clube

A crise administrativa do Cruzeiro ganhou um novo capítulo, com uma carta publicada pelo empresário Vittorio Medioli, prefeito da cidade de Betim e que vinha ocupando o cargo de CEO do clube. No documento que foi veiculado pelo jornal "O Tempo", Medioli diz que não voltará a exercer o cargo, ataca a antiga gestão do clube, diz que o estatuto cruzeirense é "um Frankestein"e aponta como única saída para o Cruzeiro sofrer uma intervenção judicial.

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"A reconstrução do Cruzeiro passa inevitavelmente pela elaboração de um estatuto coerente e alinhado com a realidade. Melhor ainda se o Cruzeiro se transformasse em empresa, aderindo à lei das Sociedades Anônimas (SAs), sem perder a possibilidade de manutenção do Profut (Refis do futebol) e de isenções tributárias. Isso ocorreu na Europa, mas encontra resistência ferrenha e falta de coragem do governo para dar um basta à cartolagem", afirmou Medioli no artigo.

Vittorio Medioli atuou como CEO do Cruzeiro no último mês de dezembro / © Reprodução TV Globo

Empresário com mais de R$ 400 milhões em patrimônio, Medioli disse que seguirá ajudando o clube com o que for possível. Ele afirmou que manterá o investimento da Sada, sua empresa, no time de vôlei cruzeirense, além de dar dinheiro para as categorias de base do clube. E, também, auxiliará nas horas vagas do trabalho com o trabalho de reestruturação do clube que começou no início de dezembro.

O texto publicado por Medioli foi mais um duro golpe no Cruzeiro. Ele liderava um grupo de executivos que assumiu a gestão após a saída da diretoria.

"Os últimos dias me concederam que, mais que um CEO, exposto à incerteza jurídica do cargo, o Cruzeiro precisa de um interventor amparado pela Justiça e com autoridade para executar o que for preciso", completou Medioli.