Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

COB cutuca Caixa ao falar sobre Lei Piva

Dirigentes da entidade mostraram irritação com recente suspensão

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 11/04/2019, às 07h58 - Atualizado às 10h58

Imagem COB cutuca Caixa ao falar sobre Lei Piva

O clima entre a nova gestão da Caixa Econômica Federal e entidades esportivas não anda bom. Após a Máquina do Esporte divulgar a dificuldade que a Liga Nacional de Basquete (LNB) está encontrando em receber a verba do patrocínio ao NBB, o banco estatal recebeu cobranças públicas do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Dirigentes da entidade reuniram jornalistas para uma entrevista coletiva e mostraram clara irritação com a recente suspensão dos recursos da Lei Piva.

LEIA MAIS: Após pressão, COB volta a receber Lei Piva

LEIA MAIS: Caixa suspende verba e deixa NBB em alerta

LEIA MAIS: Análise: Caixa reforça pouco-caso de marcas

LEIA MAIS: Análise: Calote da Caixa vai contra novo governo

Apesar de o presidente Paulo Wanderley Teixeira ter afirmado que a questão está resolvida, com o recuo da Caixa na última terça-feira (9), a apreensão foi visível. Os dirigentes ressaltaram a legalidade do recurso e enumeraram a importância da lei para a manutenção do esporte de alto rendimento do país a 100 dias dos Jogos Pan-Americanos de Lima. Atualmente, a Lei Piva rende cerca de R$ 140 milhões aos cofres da entidade, quantia que é redistribuída para as confederações.

Foto: Beto Noval / COB

Teixeira, que chegou a citar diretamente o nome do novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, lembrou que a verba da Lei Piva não é imposto ou recurso do Estado, mas uma porcentagem dos jogos da Loteria, diretamente pagos pela população. "E a Lei não determina nenhuma condicional para esse recurso", reforçou.

"O COB cumpre todos os princípios da administração pública. Não significa que podemos fazer o que quisermos com os recursos. Não cabe esta afirmativa, de que estamos descumprindo isso e aquilo. Nós confiamos nos documentos que recebemos da Caixa e da Secretaria Especial de Esportes, e está tudo certo. Não vejo problema em relação a isso", complementou Teixeira, em entrevista coletiva.

O dirigente também defendeu o COB sobre a questão das certidões negativas de débitos, relativos às pendências da antiga Confederação Brasileira de Vela, associada ao Comitê até 2013: "O COB não possui dívidas. A CND (Certidão Negativa de Débitos) está no bolo passivo de outra entidade, de um processo ainda em desenvolvimento".

O COB reforçou que a verba da Lei chega à entidade com a supervisão do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU), e que os próprios órgãos não foram responsáveis pela interrupção dos recursos. A entidade colocou, então, o peso da decisão inteiramente na conta da Caixa.

O próprio Comitê lembrou que, apesar de a entidade ter conseguido novos patrocínios, caso mais recente da Ajinomoto, os valores que envolvem a Lei Piva estão fora da realidade do mercado. Desde a implementação da medida, os atletas brasileiros têm conseguido resultados mais expressivos nas principais disputas. Nos Jogos Olímpicos, o país saltou da 52ª posição em Sydney 2000 para a 13ª no Rio de Janeiro 2016.