COI decide incluir mais cinco esportes nos Jogos de Tóquio 2020

O surfista brasileiro Gabriel Medina, ex-campeão mundial

Apesar de ter lançado a Agenda 2020, que buscou controlar o gigantismo dos Jogos Olímpicos, o COI (Comitê Olímpico Internacional) aprovou nesta quarta-feira (dia 3) a inclusão de mais cinco modalidades na Olimpíada de Tóquio, daqui a quatro anos.

“Queremos levar o esporte ao jovem. Com as diversas opções que os jovens têm hoje, não podemos mais esperar que eles venham até nós. Temos de ir até eles”, afirmou Thomas Bach, presidente do COI, no anúncio.

Beisebol (masculino) e softbol (feminino) retornam ao programa olímpico após ficarem ausentes em Pequim, Londres e Rio de Janeiro. Surfe, skate, caratê e escalada, por sua vez, serão modalidades debutantes na Olimpíada japonesa.

O skate terá provas de street (com obstáculos) e uma de pista em local fechado, com 40 atletas (20 homens e 20 mulheres). O surfe também terá 40 competidores, sendo 20 de cada gênero. Já o caratê terá disputadas de combate (kumitê) e de exibição de movimentos (kata), com 20 atletas. A escalada também terá 40 participantes.

Com isso, os 28 esportes olímpicos do Rio 2016 irão se tornar 33 em Tóquio 2020. A inclusão das cinco modalidades havia sido pedida pelo Comitê Organizador japonês na tentativa de reforçar a audiência do evento entre os jovens. As novas disputas acrescentam mais 18 medalhas e 474 atletas ao megaevento, o que faria com que a Olimpíada chegasse a um número próximo de 11 mil atletas, caso não haja mudanças nas outras modalidades.

Isso, porém, não deve ocorrer. É provável que, a partir de agora, COI e organizadores de Tóquio 2020 estudem como diminuir o impacto dos cinco novos esportes, reduzindo o número de provas e atletas entre as modalidades já presentes no programa olímpico.

O Rio já conta com a inclusão de dois novos esportes: o golfe, que ficou 104 anos ausente do evento, e o rúgbi, disputado na modalidade de sete jogadores. Dos dois, quem corre mais risco de não permanecer no programa é o golfe, já que as principais estrelas abriram mão de competir na Olimpíada para priorizar o circuito internacional, com premiação mais vantajosa.