Com 800 sócios, Franca tem tíquete mais caro do NBB

Clube capitaliza paixão de torcedores com sócio-torcedor e bilheterias - Crédito Célio Messias

Clube capitaliza paixão de torcedores com sócio-torcedor e bilheterias - Crédito Célio Messias

A frase que pode ser ouvida mais vezes em Franca, sem dúvida, é a de que a cidade respira basquete. O bordão é repetido por prefeito, presidente do clube e habitantes do município do interior de São Paulo, com razão. O objetivo do Vivo/Franca, anfitrião, portanto, é capitalizar a paixão dos 318 mil moradores pelo basquete local.

A equipe de basquete possui um dos programas de sócios-torcedores mais bem sucedidos do Brasil. Com 800 associados, há quatro planos de adesão, com valores entre R$ 180 e R$ 840 anuais, de acordo com local do ginásio e número de beneficiados. Por essa razão, para valorizar filiados, o clube mantém o ingresso mais caro do país.

Quem não estiver interessado em ocupar um dos sete mil lugares do ginásio Pedrocão por meio da associação, e preferir comprar a entrada no dia da partida, tem de desembolsar R$ 20. Em outros times, é comum que as entradas custem entre R$ 3 e R$ 5. Em muitas cidades, o ingresso chega a ser distribuído gratuitamente entre o público.

O modelo de negócios adotado pelo Franca nesse quesito garante renda antecipada, com a venda de títulos de sócios-torcedores, sem eliminar a receita com bilheterias. Em dezembro de 2010, a equipe levantou R$ 1,5 mil contra o São José/Unimed/Vinac, enquanto adversários mal conseguiram se manter em três dígitos.