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Com punições, esporte europeu busca igualdade de gêneros

Leia análise de Adalberto Leister Filho sobre novas atitudes sexistas no esporte europeu

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 30/10/2014, às 08h06 - Atualizado às 10h06

Imagem Com punições, esporte europeu busca igualdade de gêneros

“Lugar de mulher é na cozinha, não num campo de futebol.” A frase parece démodé em 2014, mas foi dita por um cartola britânico a uma árbitra de futebol.

John Cummings, vice-presidente da liga regional de Northumberland, no nordeste da Inglaterra deu essa resposta ao ser questionado por Lucy May, durante seminário de futebol, sobre a possibilidade de apitar jogos de sua liga.

Cummings levou suspensão de quatro meses, multa simbólica de R$ 1.000 e terá que passar por um programa de reeducação da federação britânica.

Na Espanha, o preconceito em relação à atuação das mulheres no esporte chegou ao Senado. As críticas feitas pelos tenistas à nomeação de Gala León como capitã da equipe na Copa Davis levaram o senador Narvay Quintero, da Coalizão Canária, a fazer uma petição para que o legislativo funcione como mediador do conflito entre a treinadora, a Real Federação Espanhola de Tênis e os atletas.

“Precisamos resolver uma polêmica em que houve comentários sexistas inadmissíveis”, disse Quintero, em petição encaminhada ao Conselho Superior de Esportes da Espanha.

Para ele, é inaceitável o boicote dos tenistas ao trabalho de León, ex-diretora da federação, que subiu de posto com a saída de Carlos Moyá do cargo.

Atitudes louváveis da direção do esporte na Europa. Mas sintomas de que a busca por igualdade de gêneros já avançou muito mais em outros setores da economia do que no esporte.