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Como fizemos: "O primeiro Campeonato Brasileiro de CS:GO"

Diretor de e-Sports do CBCS fala sobre como evento pode fomentar jogos eletrônicos

Pedro Sancho, diretor de e-Sports do CBCS, especial para a Máquina do Esporte* Publicado em 28/02/2020, às 16h20

Imagem Como fizemos: "O primeiro Campeonato Brasileiro de CS:GO"

O CBCS (Campeonato Brasileiro de CS:GO) nasceu após uma análise dos números do jogo que nos impressionaram. Em outubro de 2019, o FPS desenvolvido pela Valve atingiu a marca histórica de mais de 900 mil praticantes, um recorde, superando inclusive Dota 2, seu concorrente interno na produtora de games. Além disso, o jogo atualmente conta com uma média de 459 mil jogadores, números que chamam a atenção de todo o meio do e-Sports. 

Sabendo do potencial do CS:GO e acreditando no sistema em que os times são franquias, nós, da DCSet, decidimos firmar uma parceria com o Grupo Globo, com o objetivo de uma profissionalização do mercado, tanto dentro do jogo como na monetização dentro da liga.

Uma das nossas missões era fazer do CBCS uma liga que desse suporte para que o mercado de jogos eletrônicos no Brasil cresça cada vez mais. Para isso, montamos um time de pessoas que são ligadas ao universo do e-Sports mas também ao mundo dos negócios, para que o trabalho entre game e novas oportunidades de mercado andem juntos. E, após o primeiro ano da liga, entendemos que estamos no caminho certo.

Fotos: Divulgação / CBCS

A assinatura de patrocínio com o Banco do Brasil mostra isso. Antes mesmo do fim do nosso primeiro ano, já conseguimos um patrocinador forte e não queremos parar por aí. Já existem outras grandes marcas interessadas em fazer parte do CBCS. 

Entramos agora no segundo ano do CBCS, com oito times disputando três splits em 2020. E temos visto o interesse crescer cada vez mais. Um fator que nos ajuda muito em questão de visibilidade é contar com a transmissão do SporTV 3, um dos principais canais de esportes da televisão por assinatura, além das lives nos canais oficiais do CBCS nas plataformas Twitch, YouTube e Facebook, que atingiram bons números de audiência em 2019. 

Os acertos foram muitos, mas o principal foi a criação da ABCS (Aliança Brasileira de Counter-Strike). Trata-se de um espaço onde os empreendedores e diretores dos clubes podem conversar e opinar sobre o campeonato.

Fotos: Divulgação / CBCS

Queremos ouvir todos, jogadores, donos de times, imprensa e, com esse retorno, crescer como uma unidade. No mundo do e-Sports, eu nunca tinha visto uma produtora e times trabalhando em conjunto para criar algo sustentável e de longo prazo.

E o modelo que o CBCS está trazendo para o país, apesar de ser muito vantajoso para o mundo dos jogos eletrônicos, pode ir além do mundo do e-Sports. Talvez skatistas, surfistas e até o pessoal do automobilismo olhem nosso formato e entendam que essa é uma forma sustentável e rentável de estabelecer uma liga competitiva.

* Pedro Sancho é um empresário ativo em diversas áreas. Como diretor de e-Sports do CBCS, ele é responsável por todos os regulamentos e etapas do Campeonato Brasileiro de CS:GO. Além deste cargo, o executivo ainda possui outras atuações no mercado. Pedro também é cofundador de uma organização de e-Sports.