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Companhias aéreas desfrutam boom na Copa

Guilherme Costa em em Johanesburgo (África do Sul) Publicado em 30/06/2010, às 10h00

A Copa do Mundo de 2010 é disputada em nove cidades (são dez estádios, mas dois estão em Johanesburgo). Espalhada em um país de 1,2 mil quilômetros quadrados de área, o 25º do planeta nesse quesito, a competição criou um boom para um segmento em especial: turbinadas pelo turismo interno, companhias aéreas já festejam resultados do evento.

Por conta da Copa do Mundo, aeroportos da África do Sul estenderam seu horário de trabalho, e companhias aumentaram a quantidade de voos domésticos. A Airports Company South Africa estima que o volume de passageiros aéreos dentro do país tenha subido 30% em comparação com a mesma época do ano passado.

Nesta semana, por exemplo, os torcedores que acompanham a seleção brasileira terão de percorrer 732 quilômetros entre Johanesburgo, cidade em que o time nacional bateu o Chile na última segunda-feira, e Port Elizabeth, sede do confronto com a Holanda nas quartas de final da Copa. A despeito da qualidade das estradas da África do Sul, a maioria opta por percorrer de avião essa dist"ncia.

“Na primeira semana não houve muitos jogos na costa do país, e por isso as coisas estavam um pouco quietas. Depois disso, o volume cresceu muito e muito rapidamente”, disse Gidon Novick, diretor-executivo da companhia Comair e de sua divisão de baixo custo, a Kulula, em entrevista ao “Business Report”.

A Kulula, aliás, é um exemplo de empresa que se beneficiou muito com a Copa do Mundo. A companhia é responsável por um dos anúncios mais criativos relacionados ao evento, uma peça em que ela dizia ser “a transportadora nacional não-oficial de você sabe o quê” – o fato de não citar o nome é uma brincadeira com a proteção da Fifa contra ações de marketing de emboscada.

“Cerca de 20% do nosso negócio é transportar turistas estrangeiros no país. Sediar a Copa do Mundo é uma oportunidade de marketing incrível para nós”, opinou Novick.

Em outro aspecto, a companhia aérea Emirates também festeja os efeitos da Copa do Mundo. A empresa é parceira da Fifa desde 2006, tem contrato até 2014 e dispõe de uma série de propriedades no evento. O pacote inclui placas de publicidade estática nos jogos, direito de uso da marca em ações comerciais e estandes na frente dos estádios.

“Nosso objetivo é dar visibilidade à marca em "mbito global, e esse é um caminho de custo-benefício muito compensador. Teremos um impacto sobre dois bilhões de pessoas em todo o mundo, e isso custaria uns US$ 3 bilhões se procurássemos outros meios”, declarou Boutros Boutros, diretor de comunicação da Emirates, que investiu US$ 100 milhões para ser um dos seis parceiros globais da Fifa.