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Copa de 2014 vai mudar idioma oficial da Fifa

Guilherme Costa em Em Johanesburgo (África do Sul) Publicado em 09/07/2010, às 17h00

Imagem Copa de 2014 vai mudar idioma oficial da Fifa

Ainda faltam dois jogos para a definição da Copa do Mundo da África do Sul, mas a Fifa já começou a falar português. Na última quinta-feira, em evento que marcou o lançamento do logotipo do torneio de 2014, o suíço Joseph Blatter, que preside a entidade, tentou discursar no idioma falado no Brasil. Nos próximos anos, o restante da instituição também deve aprender a língua da próxima sede.

“Não é nem português, mas brasileiro. Precisamos falar mais brasileiro na organização da Fifa. O Brasil é a maior nação do futebol, e eu não digo isso porque eles são cinco vezes campeões do mundo. Trata-se de um país em que os torcedores são realmente apaixonados, e nós valorizamos isso”, disse Blatter em português. O discurso do mandatário da Fifa, permeado de frases em inglês, terminou com a saudação em espanhol “muchas gracias”.

Além de Blatter, apenas a atriz Fernanda Lima, uma das apresentadoras do evento realizado em Johanesburgo, traduziu algumas de suas frases para o inglês. O restante da cerimônia foi conduzido totalmente em português – também porque emissoras brasileiras mostravam o evento ao vivo.

Mais cedo, também na quinta-feira, a Fifa usou seu media briefing diário para lançar oficialmente a Copa do Mundo de 2014. No evento, o português foi idioma predominante. As exceções foram respostas do ex-jogador Romário em Espanhol e de Nicolas Maingot, porta-voz oficial da entidade, em inglês. Quando se dirigia a Ricardo Teixeira, contudo, ele usava a língua do Brasil.

O fato de a Fifa ter começado a usar o português em seus discursos e a admissão de que o idioma terá mais peso na organização da entidade são indícios claros de que a língua será uma das principais barreiras da Copa do Mundo de 2014. Por conta disso, aliás, o Brasil deve ter treinamentos especiais para profissionais dos setores de serviços nos próximos anos.

Integrantes de ministérios que trabalharão diretamente com a preparação para a Copa já reconheceram que o Brasil pode não ter tempo para ensinar inglês a todas as pessoas que atuam no setor de serviços, mas que deve tentar algo paliativo. Uma das possibilidades é fazer cursos ou cartilhas com expressões mais urgentes, como saudações e discussões sobre preços.

Outra proposta para o Brasil é repetir esquema utilizado em táxis nos Jogos Pan-Americanos de 2007, que aconteceram no Rio de Janeiro. Durante o evento, havia uma central com tradutores à disposição para os motoristas, que podiam contatar os serviço pelo rádio de seus veículos.