Coritiba e Flu encerram primeiro turno com prejuízos

Paranaenses e cariocas findaram primeira fase com contas a pagar

Paranaenses e cariocas findaram primeira fase com contas a pagar

Com o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, finalizado no último fim de semana com a 19ª rodada, alguns clubes estão verificando os ganhos com bilheterias e contando apenas moedas. Mas há quem esteja em situação ainda pior. Coritiba e Fluminense findaram a primeira etapa do Nacional com prejuízos, por razões distintas.

A equipe paranaense, dona do pior desempenho financeiro na venda de ingressos, teve de desembolsar total de R$ 329 mil para quitar débitos que não foram pagos pelas receitas. O problema, contudo, não é a falta de resultados expressivos na comercialização de tíquetes.

Durante todo o primeiro turno, o Coritiba obteve receita bruta de R$ 2,8 milhões com bilheterias, sexta melhor performance de todo o país. Mas a maior parte desse valor representa o que sócios-torcedores teriam pago caso não tivessem entrada gratuita, e portanto quase toda essa verba não foi efetivamente embolsada.

Vale lembrar que, no caso do clube alviverde, esse cenário é resultado de opção feita pela direção do time. Ao ceder desconto integral para associados, a equipe sacrifica resultados financeiros obtidos na comercialização de ingressos, mas consegue antecipar receitas mensalmente, por meio do pagamento da associação.

O Fluminense, por sua vez, desperdiçou R$ 87 mil com o pagamento de custos excedentes. Os números vermelhos são justificados por uma combinação de fatores. Ao todo, foram deduzidos de jogos da equipe das Laranjeiras R$ 538 mil para pagamento de dívidas.

O estádio Engenhão também puxou o desempenho financeiro tricolor para baixo. Dos R$ 2 milhões obtidos como receita bruta com a venda de tíquetes, R$ 1,6 milhão teve de ser gasto para conter taxas e despesas com a manutenção da arena botafoguense. 

Ainda em relação ao clube carioca, o fato de não estar disputando o título do campeonato nacional, a exemplo do que havia feito no ano anterior, fez as bilheterias despencarem. Ao fim do primeiro turno em 2010, o Fluminense havia lucrado R$ 1,2 milhão.

O levantamento feito pela Máquina do Esporte considerou 176 partidas das 190 que deveriam ter sido disputadas na primeira etapa do Nacional. Entre as restantes, uma foi adiada para outubro, e 13 não tiveram seus respectivos boletins financeiros publicados no site oficial da CBF, diferentemente do que manda a legislação.

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