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Crise e fim de acordo não mudam França na Adidas

Guilherme Costa em em Johanesburgo (África do Sul) Publicado em 28/06/2010, às 12h58

Imagem Crise e fim de acordo não mudam França na Adidas

A França só tem mais seis meses de contrato com a Adidas. Além disso, foi a seleção cuja imagem sofreu maior abalo na Copa do Mundo de 2010 – somou apenas um ponto, ficou com a última posição de seu grupo e escancarou uma grave crise interna. Ainda assim, a companhia de material esportivo não pretende esconder ou diminuir o volume de ações com a equipe europeia nesta temporada.

“Não vamos fazer isso. Temos um compromisso com tudo que a França representa para nós. Somos uma empresa alemã, mas somos franceses também pelo tempo que temos de parceria”, disse Thomas van Schaik, diretor de relações públicas globais da Adidas.

Em 2011, a França trocará a Adidas pela Nike. Para isso, a companhia americana fez uma proposta de 42,6 milhões de euros anuais por um contrato com vigência até 2018, mais 2,5 milhões de euros em equipamentos esportivos por temporada.

A Adidas era fornecedora de material esportivo da seleção francesa desde 1972. Por conta disso, Van Schaik descarta uma mudança de comportamento no fim do contrato: “Estivemos com eles nos momentos muito bons e vamos continuar agora. Isso é o que entendemos como uma parceria”.

Nos três jogos que disputou na Copa do Mundo de 2010, a França somou apenas um ponto (empate sem gols com o Uruguai). Além disso, o torneio deflagrou uma crise de grandes proporções na equipe. O atacante Anelka foi dispensado depois de ter se desentendido com o técnico Raymond Domenech no intervalo do jogo contra o México, atletas se recusaram a treinar depois disso, o capitão Evra se desentendeu com o preparador físico, jogadores se recusaram a entrar em campo contra a África do Sul e até o chefe de delegação abandonou o cargo.