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Em apenas um ano, BMG volta a ser fiador de clubes

Negócios com Atlético-MG, Corinthians e Vasco tornaram-se "mais do mesmo"

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 05/02/2020, às 07h32 - Atualizado às 10h32

Imagem Em apenas um ano, BMG volta a ser fiador de clubes

Apontado como um modelo revolucionário de patrocínio quando foi anunciado, em janeiro de 2019, o negócio do banco BMG com Atlético-MG, Corinthians e Vasco se tornou, depois de um ano, mais do mesmo. Em dificuldades, os três clubes recorreram ao banco para pegar empréstimo e aliviar a pressão financeira ou investir um dinheiro que não há na contratação de reforços.

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O primeiro a fazer uso do BMG para ir ao mercado foi o Corinthians, que também foi o primeiro a anunciar o acordo com o banco há um ano. A instituição foi a responsável por pagar o dinheiro da contratação de Luan, do Grêmio. Como primeira contrapartida do investimento, foi o perfil do BMG nas redes sociais que anunciou a chegada do novo reforço corintiano, que custou € 5 milhões.

Foto: Divulgação / BMG

Já o Atlético tem recorrido ao BMG, como faz há alguns anos, para tentar reforçar o time de futebol do clube, que em 2018 fechou o ano com prejuízo de quase R$ 22 milhões. É com a esperança de ter a verba do banco que o clube negociou com o técnico Jorge Sampaoli e, atualmente, quer o meia Soteldo, do Santos.

No caso do Vasco, a atuação do BMG foi para salvar o clube da pressão por dívidas. Sem verba para quitar salários atrasados, a agremiação apressou a renovação do patrocínio, que foi estendido até 2023. Por esse movimento, o Vasco pegou um adiantamento de R$ 5 milhões. Por ano, o BMG paga ao clube R$ 6 milhões.

Prática recorrente quando fez seu primeiro movimento de patrocínio a clubes de futebol, no final dos anos 2000 e começo da década de 2010, os empréstimos do BMG aos clubes são justificados agora pelo modelo do contrato de patrocínio. O banco usa a ação como ferramenta para ganhar correntistas para os projetos Meu Corinthians BMG, Meu Galo BMG e Meu Vasco BMG. Quando anunciou a chegada de Luan ao clube paulista, o banco intensificou a divulgação dos benefícios de se ter uma conta.

"Abrir a sua conta é grátis e traz reforços para o Timão. #NãoÉSóPatrocínio", dizia o texto publicado nas redes sociais e também nas mídias do Corinthians.

A lógica por trás do negócio é simples. Na busca por mais correntistas, o banco antecipa receita para o clube (com juros, naturalmente) e usa a capacidade de gerar negócio como motivo para o torcedor abrir uma conta e "ajudar" o time. O problema é que, até agora, a adesão tem sido bastante baixa. O Corinthians lançou meta de 100 mil contas abertas para receber R$ 3 milhões do BMG. Até agora, em um ano de parceria, o banco conquistou apenas 30 mil correntistas corintianos.