Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

A experiência de ser um fã virtual da NBA

Estivemos na arquibancada durante o duelo entre Lakers e Nuggets

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 29/09/2020, às 08h28 - Atualizado às 11h28

Imagem A experiência de ser um fã virtual da NBA

Um jogo totalmente novo. E uma torcida completamente diferente também.

Na última semana, a convite da NBA, a reportagem da Máquina do Esporte viveu a experiência de fazer parte do Virtual Fan da NBA. Estratégia criada pela liga americana de basquete para que torcedores pudessem manter aceso o clima de uma arquibancada dentro de suas casas durante a volta dos jogos, a participação na torcida virtual mostra como o americano pensa o esporte.

Depois de termos participado da "Arquibancasa" do Aahrus, da Dinamarca, em maio, fomos agora para os Estados Unidos observar de que forma tem se comportado uma torcida virtual na terra que é a vanguarda do marketing esportivo.

O conceito por trás do Virtual Fan da NBA é o mesmo da ação que o Aahrus fez com o Zoom. O que muda, naturalmente, é o tratamento dado ao torcedor. Saímos da formalidade convencional dos dinamarqueses para o entretenimento americano. O que também foi diferente foi a plataforma usada. A NBA, graças ao acordo com a Microsoft, ofereceu o sistema de reuniões Teams para utilizarmos, num negócio voltado especificamente para assistir ao jogo, com login e senha específicos. No Aarhus, logamos na sala virtual da mesma forma como fazemos no dia a dia do "novo normal".

Torcida virtual recria o ambiente de uma arquibancada de um ginásio para o torcedor e o atleta - Foto: Divulgação

A ideia da NBA de recriar o ambiente de um ginásio direto da tela de nossos computadores é bem próxima daquilo que acontece em um jogo. Ficamos em cerca de cem pessoas dentro de um espaço na arquibancada virtual montada ao redor da quadra. De tempos em tempos, um grupo era "promovido" para o assento que aparece nos telões ao redor da quadra. 

Internamente, mesmo sem estar on-line, podíamos acompanhar a transmissão ao vivo (que é adiantada em relação àquela que mostra na TV aqui no Brasil). E, se não pudemos interagir entre nós enquanto aguardávamos ser escolhidos para "entrar" no ginásio, como foi no caso da Dinamarca, pelo menos ao assumir um lugar na cadeira virtual fomos liberados para nos comportar de forma a gritar e incentivar os atletas, brincar entre si e tudo mais o que se faz num jogo.

Esse talvez seja o maior diferencial da estratégia criada pela NBA. Como você tem o microfone ligado dentro do ginásio, seus gritos ecoam para quem está na quadra. O anfitrião da sala virtual te incentiva a ser um torcedor. E o público não deixa por menos. Durante o segundo quarto do jogo 3 entre Los Angeles Lakers e Denver Nuggets, pela final da Conferência Oeste, na terça passada (22), além da narração original em inglês da partida, convivemos com gritos dos fãs de diferentes partes do mundo, torcendo para Lebron James e, às vezes, pelas suas equipes.

A grande diferença da NBA para a Dinamarca está no pós-jogo. Nesta segunda-feira (28), recebi um e-mail pedindo para responder a um questionário sobre como havia sido a experiência e de que forma vinha enxergando a retomada da liga, além de repassar a eles informações de hábitos de consumo da NBA tanto numa temporada "normal" quanto no momento atual de pandemia. A liga ainda pedia opinião de como melhorar a experiência e o que fazer na próxima temporada.

Do Aahrus, recebi só alguns e-mails por mais três semanas, enquanto durou o Campeonato Dinamarquês, convidando a assistir a mais um jogo da arquibancada virtual. E, vale lembrar, naquela ocasião eu não conseguia ver a partida, já que os direitos de transmissão não permitiam o acesso às imagens do jogo.