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Facebook mantém foco no streaming, mas sem compra de direitos

Com nova estratégia digital, rede social investirá US$ 1,4 bilhão na plataforma Watch

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 03/02/2020, às 10h52

Imagem Facebook mantém foco no streaming, mas sem compra de direitos

Com uma nova estratégia digital, o Facebook investirá US$ 1,4 bilhão na plataforma de streaming Watch para ter mais eventos esportivos, mas sem se colocar na briga por direitos de transmissão. O valor é US$ 400 milhões acima do que foi gasto em 2017, quando o serviço estreou. As informações são do site The Information.

De acordo com a publicação, a estratégia está alinhada com o que o Facebook vem mostrando ao mercado nos últimos meses. A rede social fechou um acordo com o PGA Tour para veicular destaques dos principais eventos de golfe do mundo, assim como expandiu a parceria com a NFL para distribuir reprises e melhores momentos dos jogos da liga de futebol americano, além de ter assinado com o Conselho Internacional de Críquete (ICC) para exibir reprises e melhores momentos do esporte na Índia.

Foto: Reprodução

Ao que tudo indica, o novo posicionamento se trata de uma ruptura do Facebook com a estratégia que vinha sendo adotada desde 2017, cujo exemplo mais próximo do fã brasileiro de esportes foi a compra dos direitos da Champions League pela rede social, desbancando a Globo antes do início da temporada 2018/2019.

"Nossa posição muda à medida que a plataforma muda, mas certamente não espero grandes investimentos em direitos esportivos em um futuro próximo. Cobrir o esporte ao vivo e estar envolvido na indústria do esporte é um grande processo de aprendizado. Portanto, é importante que, quando você adota um novo posicionamento, faça-o em pequenas etapas e não faça grandes apostas", declarou Peter Hutton, diretor de parcerias esportivas do Facebook.

No último mês de outubro, Hutton já havia sinalizado que a rede social estava "testando o mercado" e que as descobertas realizadas em um futuro próximo serviriam para nortear o novo posicionamento. À época, o executivo chegou a acrescentar que o Facebook "não paga 95% de seu conteúdo esportivo ao vivo".