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Federer defende união entre ATP e WTA e ganha apoio no tênis

Tuíte do suíço foi endossado por nomes como Rafael Nadal e Billie Jean King

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 23/04/2020, às 09h05 - Atualizado às 12h05

Imagem Federer defende união entre ATP e WTA e ganha apoio no tênis

Sem definição sobre o futuro do calendário em 2020, o tênis recebeu uma "dica" de um de seus maiores astros. O suíço Roger Federer, para muitos especialistas o maior da história da modalidade, defendeu que a ATP e a WTA, entidades que cuidam dos atletas do masculino e do feminino, respectivamente, façam uma fusão para lidar com a pandemia. Para o vencedor de 20 torneios de Grand Slam, a fusão das duas entidades em uma só é algo que já deveria ter sido feito e que a crise pode acelerar.

Foto: Reprodução / Instagram (@australianopen)

"Eu estava pensando… Será que sou o único a pensar que já chegou o momento para que o tênis masculino e o tênis feminino se unam e se tornem um só?", questionou Federer em sua conta oficial no Twitter.

Não demorou para que a ideia repercutisse e ganhasse apoio entre os próprios tenistas. O amigo e principal rival de Federer, o espanhol Rafael Nadal, escreveu: "Estou totalmente de acordo que seria excelente sair desta crise mundial com a união do tênis masculino e do feminino em uma única entidade".

Entre as mulheres, a romena Simona Halep, ex-número 1 do mundo, foi uma das que se pronunciou e de maneira bem sucinta: "Você não é o único".

Já Billie Jean King, que atuou entre os anos 1960 e 1970, conquistou 129 títulos de simples e é considerada por muitos a maior tenista da história, se pronunciou de maneira mais efusiva: "Eu concordo, e venho dizendo isso desde o início dos anos 1970. Uma voz, mulheres e homens juntos, tem sido minha visão para o tênis. A WTA por si só sempre foi o plano B. Fico feliz por estarmos na mesma página. Vamos fazer acontecer".

Com a modalidade paralisada por conta da pandemia do coronavírus, os tenistas têm discutido como manter atletas que estão em começo de carreira e em posições mais baixas do ranking. Quanto a um possível retorno, a ATP espera conseguir disputar pelo menos mais dois Grand Slams e ainda sete Masters 1000 neste ano. No entanto, existe a possibilidade até do tênis voltar a ser disputado apenas em 2021.