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Final da Taça Guanabara vira show de horrores

Sequência de trapalhadas de dirigentes, Justiça e polícia geram tumulto em decisão

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 18/02/2019, às 10h03

Imagem Final da Taça Guanabara vira show de horrores

A final da Taça Guanabara deveria ser um evento de festa no Maracanã na tarde de domingo carioca. Mas, graças às trapalhadas dos times, da administração do estádio, da Justiça e da (Ferj) Federação de Futebol do Rio de Janeiro, o dia foi marcado por cadeiras vazias e violência nas ruas.

O problema começou quando o Vasco, mandante do jogo, quis alocar sua torcida no Setor Sul do Maracanã, que pelo contrato entre o estádio e o Fluminense deveria ficar com os tricolores. A diretoria das Laranjeiras não aceitou a decisão. Em entrevista coletiva no sábado, o presidente do time, Pedro Abad, chegou a convocar os fãs para uma "guerra" no domingo para ocupar as cadeiras do Setor Norte, mesmo sem concordar com a decisão vascaína.

Com o desentendimento público criado, a Justiça do Rio de Janeiro, por meio da desembargadora Lucia Helena do Passo determinou, na noite de sábado, que o jogo deveria ter portões fechados, com a devolução do dinheiro aos torcedores que haviam comprado os ingressos. O argumento é que não houve acordo quanto ao uso do Setor Sul e que a partida tinha "risco iminente de conflitos".

Duas horas antes da partida, no entanto, a Ferj liberou os torcedores, após o Vasco assumir o risco de pagar uma multa. O time bancou a realização do jogo com as duas partidas, mas quando os torcedores chegavam ao estádio, houve uma nova reviravolta. Os portões foram mais uma vez fechados graças a uma decisão do Jecrim, o Juizado Especial Criminal, a poucos minutos para o início da final.

Final da Taça Guanabara teve briga fora do estádio e cadeiras vazias parte do jogo / © Fluminense

Nesse período, houve o maior momento de confusão entre torcedores nos arredores do Maracanã. Muitos presentes se revoltaram, e alguns tentaram invadir o estádio. Houve conflito com policias, que afastaram o público com violência. Foram diversos feridos no episódio, com bombas de efeito moral e gás de pimenta. Algumas pessoas jogaram garrafas de vidro em direção aos seguranças.

No meio do primeiro tempo, mais uma vez houve mudança na orientação. Os torcedores finalmente tiveram autorização para entrar no estádio. Apenas aos 30 minutos de jogo, as cadeiras começaram a ser ocupadas. O período de entrada, por outro lado, não durou muito. Os portões foram novamente fechados no início do segundo tempo, como acontece normalmente, e mais uma vez houve grupos de pessoas que ficaram fora do estádio, sem chegar a tempo para ver o jogo.

Em campo, o Vasco venceu a partida por 1 a 0, em jogo que teve, oficialmente, 29 mil pessoas presentes. Nos arredores do Maracanã, 29 torcedores precisaram de atendimento médico. Dois deles tiveram que ser encaminhados ao Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro.