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Fórmula 1 começa temporada envolta em problemas

Categoria vê maior ídolo com saúde em risco, equipes à beira da falência e pendência na Justiça

Duda Lopes - São Paulo (SP) Publicado em 13/03/2015, às 10h00

Imagem Fórmula 1 começa temporada envolta em problemas

A Fórmula 1 terá a primeira etapa de 2015 no próximo domingo, com o Grande Prêmio de Melbourne, na Austrália. Mas o que deveria ser uma data de celebração pelo início de uma nova temporada traz uma série de preocupações para a organização envolvida nos eventos.

A primeira e principal questão é a crise financeira envolvendo as equipes menores. Os altos custos para manter um time na principal competição do automobilismo mundial têm enforcado aqueles com menor condição.

Bernie Ecclestone, dirigente máximo da Fórmula 1

Em 2014, duas equipes (Caterham e Marussia) chegaram a não participar de uma prova por falta de investimento. A FIA, que organiza a Fórmula 1, prometeu mudanças para diminuir os custos, mas a maior parte delas só deve se tornar realidade em 2016.

Outro problema para o GP da Austrália é a ausência do espanhol Fernando Alonso. Em treino, o piloto sofreu uma concussão e, em seguida, bateu forte. Ainda que se fale em um retorno na prova da Malásia, no fim de março, seu real estado de saúde permanece em dúvida.

Para a Fórmula 1, não é só a presença do piloto que está em jogo. Segundo levantamento da agência Repucom, Alonso é a personagem com maior potencial de mercado na competição. Na pesquisa realizada, sua imagem é uma das mais conhecidas no circuito, e ele mantém alto índice de confiança das pessoas. No ranking deste ano, ele deixou para trás o brasileiro Felipe Massa e o alemão Sebastian Vettel.

Especificamente para o Brasil, mais problema. O país teria neste ano a presença de um novo piloto, além de Massa. Com investimento em torno de € 10 milhões do Banco do Brasil, Felipe Nasr estaria garantido na Sauber. No entanto, o holandês Giedo van der Garde ganhou nos tribunais o direito de correr pela equipe. Reserva em 2014, o piloto seria titular neste ano por contrato. Por ora, Nasr está fora da Fórmula 1.

A ausência de um brasileiro deve pesar na transmissão da Fórmula 1 no Brasil. O país é um dos poucos que mantêm toda a temporada na televisão aberta, pela Globo, mas tem sofrido com baixas audiências. E a principal razão disso é a ausência de um piloto local com destaque. Enquanto Massa e Barrichello disputavam títulos, os números eram consideravelmente superiores. Se a esperança estava em um jovem promissor, hoje ela acordou murchada.