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Futebol feminino ainda é ofuscado pelo masculino nos patrocínios

No Brasil, boa parte das marcas do feminino fechou antes com o masculino

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 14/02/2020, às 08h02 - Atualizado às 11h02

Imagem Futebol feminino ainda é ofuscado pelo masculino nos patrocínios

O BS2 anunciou a extensão do patrocínio ao Flamengo. Agora, a marca do banco digital estará presente também no espaço máster da camisa da equipe feminina do time rubro-negro que disputa a Série A1 do Campeonato Brasileiro. O negócio é anunciado poucos dias após o BMG também confirmar que levaria a exposição de marca ao time feminino do Corinthians. E mostra que, pelo menos por enquanto, as mulheres vivem na sombra dos homens em relação ao patrocínio.

Dos 16 clubes que disputam a Série A1 feminina, sete também estão na Série A do futebol masculino: Corinthians, Flamengo, Internacional, Grêmio, Palmeiras, Santos e São Paulo. Desses, só os dois últimos não têm patrocinador máster. Com a diferença de que, no masculino, a equipe do litoral paulista também está sem patrocínio.

Foto: Reprodução / Twitter (@FlaFeminino)

"Ampliamos o apoio ao clube porque acreditamos no potencial do futebol feminino no país", disse Gabriel Pentagna Guimarães, presidente do BS2, em nota.

O prolongamento do acordo do masculino para o feminino tem sido o caminho encontrado pelos brasileiros para conseguirem alguma receita para as equipes.

Poucos são os clubes que têm achado patrocinadores exclusivos para as mulheres. Uma das raras exceções é o Atlético-MG, que, nesta quinta-feira (13), anunciou acordo com o Unifemm apenas para o time feminino. A regra, porém, é tirar um pouco mais de dinheiro do patrocinador para destinar às mulheres.

"Acabamos de viver uma temporada fantástica em todas as categorias dos times masculinos, e nosso time feminino, em cinco anos, conquistou um Brasileirão e a hegemonia no Rio de Janeiro, com um pentacampeonato consecutivo. Para 2020, queremos alçar voos ainda mais altos, e o apoio do BS2 será mais um fator diferencial", afirmou João Márcio Coelho Jr., gerente de patrocínios do Flamengo.

O movimento no Brasil é igual ao que a Inglaterra tem feito, mas o oposto do que a Espanha vem fazendo. Os ingleses, que começaram agora a buscar mais receita e desenvolvimento do futebol feminino, ainda replicam, nas mulheres, os patrocínios dos homens. Já na Espanha, os clubes começaram a separar os departamentos comerciais. A inspiração para isso veio da Uefa. A entidade anunciou, há pouco mais de um ano, que venderia separadamente as cotas para a Liga dos Campeões feminina. Rapidamente, fechou com Visa e Nike, concorrentes diretas de Mastercard e Adidas, marcas que apoiam a competição masculina. Ao anunciar os acordos, a Uefa confirmou que conseguiu aumentar ainda mais a arrecadação.