Garra importa know-how da China para basquete local

Agência buscará ideias para implementar no Tijuca, clube carioca

Agência buscará ideias para implementar no Tijuca, clube carioca

A Garra Sports Marketing, agência de marketing esportivo recém formulada pelo grupo Gaia e responsável por gerir o departamento no basquete do Tijuca, irá buscar informações e ideias muito longe do mercado brasileiro. Nesta semana, profissional da empresa embarca em avião para a China, a convite de empresário local.

Quem irá levar Rômulo Macedo, gerente de marketing esportivo da Garra, é um empreendedor brasileiro que possui companhia de importação e exportação no país asiático. Como enfrenta restrições na publicidade em solo chinês, o empresário pretende despejar dinheiro no esporte para divulgar marcas que comercializa, mas não sabe como.

Por essa razão, o gerente da Garra irá à China com dois propósitos: entender como chineses lidam com o basquete, modalidade que está em estágio mais avançado na Ásia, segundo Macedo; e levar para esse empresário conceitos já usados no esporte brasileiro. O trabalho do Banco do Brasil no vôlei é uma das principais referências.

"Tenho conversas agendadas com gente do comitê olímpico, dirigentes de clubes, responsáveis por centros de treinamento de basquete, enfim, vou aprender muito do basquete chinês para tentar aplicar no Tijuca", conta o gerente da agência, que permanecerá em solo asiático por 17 dias e voltará ao Brasil apenas em 1º de agosto.

A princípio, como o foco do empresário brasileiro responsável pelo convite está na Ásia, dificilmente ele fará algum aporte ao basquete do Tijuca, mas existe a possibilidade de encontrar, durante a viagem, empresa interessada em patrocinar a equipe brasileira para se infiltrar no mercado local. Por ora, apenas uma chance.

A título de curiosidade, a estadia do brasileiro na China não deverá ser tão fácil. O visto para entrar no país já prevê punição com morte para tráfico de drogas, algo que ilustra bem o regime chinês, bem como o profissional terá de levar vídeos e informações armazenados, pois o país proíbe YouTube, Facebook, entre outros sites ocidentais.