Grand Prix de futsal deve migrar para Manaus

"Manaus é a prioridade", afirma vice-presidente administrativo da CBFS

Após sediar a derrota da seleção brasileira de futsal para a Espanha, no último domingo (24), a cidade de Anápolis, em Goiás, deve ser preterida pela Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS). A entidade deve levar a competição para Manaus, no Amazonas, após o governo local ter assinado carta de intenção em relação aos encargos gerados pelo torneio.

Em Anápolis, devido à desistência repentina de alguns Estados ligados à organização, como Rio de Janeiro, a confederação teve de complementar com recursos para que a realização do campeonato não fosse comprometida. O intuito, então, é evitar que essa situação se repita.

O próximo Grand Prix só não será sediado em Manaus se a cidade não conseguir cumprir a tempo as metas estipuladas. Durante os primeiros meses de 2011, a entidade irá intensificar a fiscalização sobre as obras realizadas. "Temos alguns Estados e municípios interessados, mas por tudo o que Manaus nos ofereceu, eles são a prioridade", explica o vice-presidente administrativo da CBFS, Hideraldo Martins.

O objetivo da confederação, de acordo com o dirigente, é ter toda a competição, desde infraestrutura até formato de disputa e seleções participantes, organizada até junho do próximo ano. Durante as próximas semanas, a CBFS irá realizar reuniões com dirigentes espanhóis em Fortaleza para trocar experiências e ajustar par"metros em relação à próxima edição do Grand Prix.

Após o sucesso do torneio encerrado no último domingo, pelo qual disputaram seleções tradicionais do futsal mundial, como Rússia, Portugal, Espanha e Itália, além de países tradicionais do futebol de campo - Holanda, Bulgária, Bulgária e Argentina -, o vice-presidente argumenta que o Grand Prix chegou ao ápice, e, portanto, é tempo de torná-lo em evento internacional.

Uma das tarefas para atingir esse patamar é transmitir todas as partidas do torneio em televisão. Para tanto, a CBFS conta com o suporte da Rede Globo, com a qual tem contrato assinado até 2020, que deve buscar empresas terceirizadas para auxiliar na parte técnica.

Outra medida provável será a ampliação das premiações. Para acrescer os valores repassados aos participantes, a confederação irá buscar recursos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, do governo federal. Atualmente, a única patrocinadora oriunda da iniciativa privada é a Topper.