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Hispânicos já são quase 20% de audiência da NBA nos Estados Unidos

Direção da liga intensifica aproximação com América Latina com jogos e promoções

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 10/11/2014, às 08h23 - Atualizado às 10h23

Imagem Hispânicos já são quase 20% de audiência da NBA nos Estados Unidos

Anderson Varejão durante jogo da NBA no Rio de Janeiro

A comunidade hispânica hoje representa quase 20% da audiência da NBA nos Estados Unidos, o que fez com que a direção da liga realizasse estratégias, nos últimos anos, específicas para esse público. Entre as iniciativas estão as “Noches Éne-Bé-A”, quando as equipes usam inclusive uniforme escrito em espanhol.

“Os hispânicos representam 18% dos seguidores da NBA. Assim, temos a obrigação de oferecer-lhes experiências personalizadas”, diz Saskia Sorrosa, vice-presidente de marketing multicultural da liga. “As ‘Noites Éne-Bé-A são o perfeito exemplo do compromisso contínuo da NBA para celebrar a diversidade de nosso jogo”, acrescentou.

A iniciativa começou na temporada 2006/2007 e desde então só cresceu. As atividades temáticas nas arenas também contam com música latina, eventos comunitários, concertos de música e sorteio de prêmios. Os produtos voltados a esse público são vendidos nos ginásios, na loja oficial da liga, na Quinta Avenida, em Nova York, e no meio online.

Em busca da globalização da marca, a NBA tenta agradar o público latino-americano, visto como um potente mercado econômico e cultural, ainda que não um grande fornecedor de jogadores. Atualmente, apenas 16 latino-americanos atuam na mais badalada liga de basquete do planeta. O Brasil, com sete atletas, é hoje o país mais representado. Tiago Splitter (San Antonio), Anderson Varejão (Cleveland), Nenê (Washington), Leandrinho (Golden State), Lucas Bebê e Bruno Caboclo (Toronto) e Vitor Faverani (Boston) serão os atletas do país nesta temporada. Na história, o número total de latino-americanos na NBA não passa de 50, desde o pioneiro, o porto-riquenho Butch Lee, em 1978.

Mas os laços entre a direção da liga e a América Latina só têm aumentado desde então. A NBA tem feito as malas com cada vez mais frequência. Neste ano, o número de “global games”, partidas fora dos Estados Unidos, chegou a 152, a maioria amistosos e duelos de pré-temporada. A iniciativa começou em 1978 em Israel.

A primeira viagem à América Latina aconteceu em 1992, quando o México foi sede de uma partida de pré-temporada, entre Houston e Dallas. As viagens hispânicas têm se repetido em 29 ocasiões: 20 no México, 6 em Porto Rico, duas no Brasil e uma na República Dominicana. Apesar disso, algumas equipes reclamam do calendário apertado.

Na próxima quarta-feira, haverá o 30º jogo da NBA na América Latina. A Arena Mexico, com capacidade para 22 mil torcedores, hospeda uma partida da temporada regular, entre Houston e Minnesota.  O país já foi sede de um confronto do campeonato em 1997, entre Houston e Dallas. No ano passado, haveria outro duelo, mas teve que ser cancelado após um incêndio causado pela falha em um gerador. Jogadores de Minnesota e San Antonio deixaram o ginásio envolto em fumaça. Em 15 de janeiro, Londres será sede de outro jogo, entre Milwaukee e New York.