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Imbróglio político entre países tira Premier League da TV chinesa

Situação é parecida com o que aconteceu com a NBA em outubro de 2019

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 24/07/2020, às 10h54

Imagem Imbróglio político entre países tira Premier League da TV chinesa

Nos últimos dias, o noticiário político mundial deu destaque ao veto feito pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson em relação à instalação da tecnologia 5G da multinacional chinesa Huawei no Reino Unido. Além disso, o governo britânico ainda criticou as posições que vêm sendo tomadas pelo governo chinês com relação a Hong Kong. A China tomou, então, medidas socioeconômicas como resposta, e o imbróglio político acabou respingando também no esporte.

Na última quarta-feira (22), em retaliação à posição britânica, a emissora estatal chinesa CCTV não transmitiu a vitória do Liverpool sobre o Chelsea por 5 a 3, em jogo válido pela penúltima rodada da temporada 2019/2020 da Premier League. Para completar, os chineses já informaram que não exibirão nenhuma partida da última rodada, que será disputada neste domingo (26). E, por último, de acordo com a Bloomberg, a transmissão da temporada 2020/2021 para o território chinês passou a ser uma incógnita.

Duelo entre Liverpool e Chelsea, na última quarta-feira (22), válido pela penúltima rodada da Premier League, já não foi transmitido na TV chinesa (Foto: Reprodução / Twitter (@LFC))

A situação lembra o que aconteceu em outubro do ano passado com a NBA. À época, Daryl Morey, gerente geral do Houston Rockets, postou em seu Twitter pessoal uma imagem com os dizeres "Fight for Freedom. Stand with Hong Kong" ("Lute pela Liberdade. Fique com Hong Kong", em tradução livre). A publicação foi uma espécie de apoio aos protestos que estavam em andamento em Hong Kong, território que possui uma luta histórica com a China em busca de independência.

A consequência do tuíte foi imediata: a CCTV simplesmente removeu os jogos de pré-temporada do Houston Rockets da programação, assim como cancelou eventos que seriam realizados com o Los Angeles Lakers e o Brooklyn Nets em território chinês. Para piorar, além da CCTV, a liga americana de basquete ainda teve os contratos com a empresa de streaming Tencent e outras 12 companhias chinesas suspensos, além da proibição da venda de produtos oficiais nas plataformas de comércio eletrônico, o que causou um prejuízo de mais de US$ 500 milhões de dólares para a NBA.

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Em dezembro, a própria Premier League já havia sentido na pele o que a China faz quando não gosta de alguma atitude tomada contra o país. À ocasião, a CCTV cancelou a transmissão de Arsenal x Manchester City, jogo válido pela 17ª rodada da atual temporada, depois que o meia Mesut Özil, do Arsenal, criticou a repressão do governo chinês à minoria de muçulmanos no país. Naquele dia 15 de dezembro, a emissora acabou mexendo na programação e exibiu o duelo entre Wolverhampton e Tottenham, que teve início duas horas e meia antes.