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Inter muda cadeira e segue tendência de “padrão Brasil” em arenas

Clube usará modelo adotado pela Esprit Arena, em Düsseldorf, que permite torcedores em pé

Duda Lopes - São Paulo (SP) Publicado em 14/05/2015, às 07h59 - Atualizado às 10h59

Imagem Inter muda cadeira e segue tendência de “padrão Brasil” em arenas

Novo modelo usado pelo Internacional, no Beira-Rio.

No setor destinado às torcidas organizadas, o Internacional irá abrir mão das cadeiras usadas na Copa do Mundo de 2014. Para dar mais conforto àqueles que preferem assistir à partida em pé, o clube comprou novos assentos. Dessa maneira, a direção colorada se torna mais uma no Brasil a adotar o “padrão Brasil” em detrimento do “padrão Fifa”.

Na verdade, o “padrão Brasil” tem uma inspiração europeia. Para justificar alteração nos setores populares, os clubes têm usado como exemplo a Alemanha. O próprio Internacional resolveu adotar um modelo de assento usado na Esprit Arena, em Düsseldorf.

Produzida em metal, a cadeira pode ser facilmente dobrada e usada como suporte para que os torcedores fiquem em pé, sem atrapalhar a passagem de baterias, por exemplo, e com menor risco de serem danificadas.

“No futuro, poderemos pensar em retirar essas cadeiras. Mas, nesse momento, decidimos usar esse modelo”, afirmou o vice-presidente administrativo do Internacional, Alexandre Limeira, à Máquina do Esporte.

Outros clubes brasileiros, por outro lado, foram mais radicais e retiraram os assentos. A estratégia também é usada na Alemanha. O Borussia Dortmund é o caso mais famoso, com a “muralha amarela”, setor de 25 mil pessoas em pé no Signal Iduna Park.

Recentemente, o Bayern de Munique resolveu ampliar a área sem assento do Allianz Arena. O plano foi aumentar a capacidade do estádio e dar mais espaço para as festas promovidas pelas torcidas organizadas.

No Brasil, Atlético Paranaense e Corinthians alteraram seus estádios, usados na Copa do Mundo, para deixar a torcida em pé. Em ambos os casos, a reinvindicação partiu dos próprios torcedores. No Grêmio, a nova arena do clube foi projetada já com a área sem cadeira atrás de um dos gols.

Em todos os casos, há uma característica em comum. A semelhança com os antigos estádios brasileiros se limita ao cimento aparente das arquibancadas. O nível de serviço das arenas permanece em alto nível, seja em circulação, banheiros ou alimentação.

Entre os novos estádios particulares, a exceção é o Allianz Parque. Antes de sua abertura, a diretoria do Palmeiras chegou a cogitar a hipótese de um setor popular, mas a ideia foi vetada pela construtora WTorre.  

Veja como funcionará o novo assento do Internacional: