Joinville lamenta, mas leva R$ 6,7 mil com associados

Valor supera em muito arrecadação de rivais com bilheterias no NBB - Crédito Jaksson Zanco

Valor supera em muito arrecadação de rivais com bilheterias no NBB - Crédito Jaksson Zanco

O tom de voz do diretor, Luis Silva, carrega certa frustração ao tocar no assunto. Ao falar sobre o programa de sócios-torcedores do Araldite/Univille/Joinville, equipe do Novo Basquete Brasil (NBB), apressa-se em dizer que os resultados têm caráter mais institucional do que financeiro. Não há, entretanto, tantas razões para lamentar.

Com cerca de 300 associados, o programa se destaca entre clubes de basquete da elite brasileira. Com base no valor médio arrecadado, estima-se que o clube de basquete receba em torno de R$ 6,7 mil com o quadro social. Esse número, em outras equipes, representa o montante arrecadado com bilheterias em todo o torneio nacional.

Com exceção a times que não cobram por ingressos, há clubes que não conseguem ultrapassar os três dígitos na venda de tíquetes. É o caso de Vitória/Cecre, que embolsou R$ 500 na 9ª rodada da competição, ou Vila Velha/Garoto/BMG/UVV, dono de arrecadação de R$ 344 na 6ª etapa do NBB, ambas disputadas em dezembro.

"A procura cresce com a liga, mas nada muito significativo", admite Silva, em referência ao período de disputa do campeonato nacional. Finanças à parte, os benefícios gerados ao público são o ponto forte na visão do diretor. "A entrada é mais fácil, consegue chegar cinco minutos antes e sentar, porque tem espaço reservado, entre outras vantagens".

Além do assento no ginásio, sócios-torcedores do Joinville ainda dispõem de descontos em estabelecimentos locais, como lojas de materiais esportivos, artigos náuticos e roupas, restaurantes e salões de beleza. "Com o programa, temos crescimento constante, ainda que devagar, e conseguimos manter um público fiel", conclui Silva.