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Jordaan encarna JK e fala sobre impacto pós-Copa

Redação Publicado em 24/06/2010, às 13h00

O discurso era de Dany Jordaan, diretor-executivo do comitê organizador local (COL) da Copa do Mundo de 2010. Mas bem que poderia ser de algum dirigente brasileiro do período em que o país foi presidido por Juscelino Kubitschek. O responsável pelo torneio da África do Sul relembrou o lema desenvolvimentista do político canarinho ao exaltar as benesses do evento, revelou uma previsão de impacto econômico de 93 bilhões de rands (R$ 23,25 bilhões) pós-competição e disse que a região percorreu “15 anos em 15 meses”.

O discurso foi feito por Jordaan a jornalistas da África do Sul nesta semana. O dirigente disse que o país teve anos de estagnação estrutural e econômica nas últimas décadas e que a Copa do Mundo compensou muito dessa morosidade.

“A reformulação do aeroporto King Shaka, em Durban, é um exemplo disso. É algo que foi discutido por muito tempo e que só se resolveu rapidamente por causa da Copa. Passamos por cima de problemas de 15 anos e resolvemos em 15 meses”, afirmou o diretor do COL.

O discurso remete ao lema desenvolvimentista de Juscelino no Brasil. Na época, seus projetos para o país foram compilados no slogan “50 anos em cinco”, plano que incluía iniciativas em uma série de setores.

Jordaan também se aproximou do discurso de Juscelino no otimismo. Segundo ele, a Copa do Mundo vai proporcionar um impacto econômico posterior em torno de 93 bilhões de rands.

“Essas coisas a Fifa não vai levar embora quando acabar a Copa. O departamento de marketing fez um trabalho fantástico para divulgar a imagem do nosso país e eu tenho certeza que o impacto disso será evidente nos próximos anos”, encerrou Jordaan.