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Mesmo com ameaça de greve, LaLiga quer jogos no México

Decisão da entidade de ter jogos nos EUA gerou revolta nos jogadores

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 29/08/2018, às 11h00

Imagem Mesmo com ameaça de greve, LaLiga quer jogos no México

A LaLiga está realmente decidida a internacionalizar sua marca e chegar à América do Norte. Apesar de toda polêmica criada nas últimas duas semanas, a entidade anunciou nesta quarta-feira (29) que pretende levar jogos do campeonato espanhol não só para os Estados Unidos mas também para o México.

Nuño Pérez-Pla de Alvear, diretor geral da La Liga no México e no Caribe, falou sobre os novos planos a repórteres em um evento de imprensa na Cidade do México.

“O México é o segundo país mais importante para a LaLiga. Em um nível digital, o México é o país que tem mais seguidores em todas as plataformas e que interagem mais durante todos os nossos eventos. São os mexicanos que geram mais conversas em torno desses eventos. Assim, podemos dizer que o interesse que temos no México é um dos mais maduros que temos no mercado”, afirmou Alvear.

Durante a conversa, o executivo ainda deixou claro que até as cidades mexicanas que viriam a receber os jogos já foram escolhidas. Como a Cidade do México possui uma altitude que poderia atrapalhar o desempenho dos jogadores, cerca de 2.300m, Monterrey e Tijuana surgem como favoritas.

Capitão do Real Madrid, Sergio Ramos é um dos líderes do sindicato dos jogadores espanhóis de futebol. Foto: Reprodução / Twitter (@SergioRamos)

Vale ressaltar que, há duas semanas, a LaLiga anunciou um acordo de 15 anos com a Relevent, multinacional de mídia, esportes e entretenimento, com o objetivo de expandir sua marca no mercado internacional.

Leia Mais: Para internacionalizar marca, LaLiga fará partida inédita nos EUA

Na ocasião, ficou decidido que uma das iniciativas será levar jogos do campeonato espanhol para serem disputados nos Estados Unidos, no que seria a primeira vez que a LaLiga teria partidas sendo realizadas fora da Espanha.

Na semana passada, no entanto, o sindicato dos jogadores espanhóis de futebol (AFE) ameaçou até entrar em greve caso a ideia saísse do papel. Os atletas alegam que não foram consultados sobre a possibilidade, atacam a decisão que chamam de “unilateral” e demonstram grande preocupação com questões como calendário e horários.