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Na contramão do governo, Banco do Brasil mantém patrocínios

Enquanto Caixa e Petrobras não param de cortar, BB segue caminho contrário

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 22/05/2019, às 07h24 - Atualizado às 10h24

Imagem Na contramão do governo, Banco do Brasil mantém patrocínios

O projeto de redução de investimentos de empresas públicas no esporte que tomou o governo federal sob comando de Jair Bolsonaro parece não ter afetado uma instituição: o Banco do Brasil. Na contramão das outras estatais, que encerraram ou reduziram drasticamente os investimentos, o BB é o único a continuar com seu programa de patrocínio esportivo em 2019.

Nesta terça-feira (21), o banco anunciou o lançamento do 3° Circuito de Corridas de Rua patrocinado pela instituição. A partir de julho, dez cidades brasileiras receberão a etapa do circuito de corridas de rua, projeto voltado para incentivar a prática da corrida em família. Toda etapa possui, além de circuitos de 5km e 10km, um percurso de apenas 1km, que é exclusivo para crianças até 14 anos de idade.  

Foto: Divulgação / Banco do Brasil

Além da manutenção do circuito de corridas, o Banco do Brasil não deu indícios de que vai cortar o seu maior investimento no esporte, o patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O banco paga cerca de R$ 54 milhões ao ano para ser o principal apoiador do vôlei brasileiro. O contrato seguirá, ao menos, até 2020.

O movimento do BB é exatamente o oposto daquele tomado pela Caixa. O outro banco estatal do país retirou completamente a verba do esporte, mantendo apenas o vínculo ainda vigente com a Liga Nacional de Basquete (LNB). O banco investia muito mais que o BB. Eram cerca de R$ 200 milhões no futebol, além de corrida de rua, atletismo, esportes paralímpicos, entre outras entidades e eventos esportivos.

Na última semana, o Presidente da República também confirmou que a Petrobras romperá o acordo que tem com a equipe McLaren de Fórmula 1. A estatal já havia retirado os investimentos de outras modalidades que patrocinava.

Se segue na contramão dos projetos de marketing do atual governo, o Banco do Brasil pelo menos respeita sua história de investimento em esporte. A instituição foi a primeira empresa estatal a enxergar no patrocínio esportivo uma brecha para o crescimento institucional. Em 1991, o banco foi a primeira estatal a investir num projeto nacional de patrocínio esportivo, iniciando o acordo com a CBV, até hoje o mais antigo contrato de patrocínio do país. Antes dele, desde 1987, a Petrobras tinha o Flamengo como plataforma de comunicação dentro do esporte.

Com o investimento do BB no vôlei coroado pela conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, as estatais passaram a enxergar no esporte um meio de promover e rejuvenescer suas marcas. Nos anos seguintes, várias empresas do governo abraçaram confederações. Mas foi a partir da escolha do Brasil como sede olímpica, em 2009, que os investimentos estatais tiveram seu maior salto.