NBB gera R$ 413 mil, mas concentra bilheteria

Brasília recebe R$ 1 a cada R$ 3 gastos em ingressos no Brasil - Crédito Célio Messias

Brasília recebe R$ 1 a cada R$ 3 gastos em ingressos no Brasil - Crédito Célio Messias

A primeira fase do Novo Basquete Brasil (NBB), na qual todas as 15 equipes participantes se enfrentaram para definir quais disputariam as oitavas de final e o Interligas, chegou ao fim. Em arrecadação obtida por meio da venda de ingressos, todos os clubes somados embolsaram total de R$ 413 mil, mas há concentração de recursos.

Durante a primeira etapa, a equipe que melhor soube explorar o ginásio foi o Uniceub/BRB/Brasília. Ao todo, o clube conseguiu arrecadação bruta de R$ 145 mil, algo em torno de 35% do total levantado por todos os clubes. Em outras palavras, a cada R$ 3 gastos em ingressos para jogos de basquete no país, R$ 1 é embolsado pelo Brasília.

Em segundo lugar nesse quesito, está o Itabom/Bauru, com R$ 64 mil obtidos durante o mesmo período. A equipe do interior de São Paulo é seguida por Vivo/Franca (R$ 49 mil), Araldite/Univille/Joinville (R$ 38 mil) e Flamengo (R$ 31 mil). Esses cinco clubes, somados, apontam desequilíbrio entre as arrecadações no torneio nacional.

Se por um lado a Liga Nacional de Basquete (LNB) valoriza o equilíbrio técnico entre as equipes - a diferença em aproveitamento entre as seis primeiras colocadas é de apenas 3,5% -, por outro, o quinteto Brasília, Bauru, Franca, Joinville e Flamengo embolsa pouco mais de 79% do valor conseguido com a venda de entradas.

Há de se considerar, entretanto, que São José/Unimed/Vinac, Pinheiros/Sky e Paulistano/Amil não cobram pela compra de ingressos. O Assis Basket, por sua vez, devido ao mau desempenho durante a primeira fase do NBB, fez promoções para conseguir bons públicos no ginásio, e essa escolha afetou no montante lucrado.