Nike anuncia democratização da 600k

Quando anunciou, em julho do ano passado, a criação de uma prova de rua entre São Paulo e o Rio de Janeiro, a Nike adotou como foco a elite da modalidade no Brasil. Neste ano, o projeto mudou. Na última terça-feira, a companhia revelou que a segunda edição terá perfil mais “democrático” e um número maior de participantes.

A prova de 2010 foi aberta a corredores com menos de 25 anos de idade, e o número de equipes (40) será o dobro do ano passado. O grupo de participantes é formado basicamente por assessorias esportivas e atletas selecionados pelo uso do sistema Nike Plus.

Além disso, a principal novidade no formato é que haverá um trecho aberto a qualquer perfil de participante, sem necessidade de comprovar tempo ou histórico. As equipes que disputarem esse trajeto, que irá de Maresias a Angra dos Reis, viverão um dia da prova – no total, a corrida acontece em três dias.

“São os mesmos trechos da Nike 600k. Não podíamos fazer uma prova para cem equipes, até por ser um trajeto de estrada e grande dificuldade, mas queríamos abrir um pouco mais para participação do público. O projeto nasceu para atender a uma demanda por experiência do público do running, que é bastante sofisticado, e nós achamos que é possível falar com mais gente”, disse Cristiano Coelho, gerente de marketing da companhia de material esportivo para o segmento de corridas de rua.

As inscrições para o trecho Maresias-Angra serão feitas a partir da meia-noite do dia 14 de setembro, e as equipes serão selecionadas por ordem de cadastro. A prova acontecerá entre os dias 21 e 23 de outubro.

A abertura da 600k faz parte de uma mudança estratégica para a Nike para as corridas de rua. Mundialmente, a empresa decidiu cancelar o projeto Human Race. Essa decisão fez com que a subsidiária do Brasil vetasse neste ano a realização da prova de dez quilômetros que costumava fazer na região.

“Não passou pelo nosso pensamento abrir a 600k para substituir a Nike 10k. Sabemos que o público pode sentir falta da 10k, mas decidimos priorizar um formato que possibilitava aos corredores vivenciar uma grande experiência e que se mostrou muito positivo”, explicou Coelho.