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Nike vive temporada de perdas no futebol europeu

Multinacional vê concorrentes assumindo camisas de parceiros importantes, como Manchester United, Arsenal e Juventus

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 11/11/2014, às 08h18 - Atualizado às 10h18

Imagem Nike vive temporada de perdas no futebol europeu

O Barcelona de Neymar é hoje o principal clube da Nike

A Nike passa por uma temporada de duras perdas em visibilidade no futebol europeu. Recentemente, a companhia viu parceiros antigos migrarem para a concorrência a partir desta ou da próxima temporada, caso de camisas importantes como Manchester United, Arsenal e Juventus. Também vê em xeque o contrato com seu maior parceiro no velho continente, o Barcelona.

O revés mais sentido aconteceu na Inglaterra, com o fim da parceria com o Manchester United. Os Diabos Vermelhos decidiram mudar para a Adidas a partir da próxima temporada. O acordo com a fábrica alemã renderá € 94 milhões por ano ao clube inglês. É o maior contrato de patrocínio de camisa do mundo. 

O golpe foi sentido pela direção da companhia do Oregon. A empresa já havia discutido um pré-contrato com a direção do Manchester United no valor de € 72 milhões por ano e era favorita para renovar. No comunicado em que avisou sobre o término da parceria, a empresa americana argumentou que o valor proposto pelos ingleses estava "fora da realidade".

No mesmo país, a Nike também perdeu a camisa do Arsenal, após quase 20 anos de parceria. Após uma disputa acirrada, a Puma passou a ser a fornecedora oficial do clube londrino. O novo compromisso irá render € 190 milhões por cinco temporadas, desbancando o acordo da Warrior com o Liverpool, até então o mais vantajoso da Premier League.

Uma das hipóteses para a retirada da Nike da concorrência com a Adidas no Manchester United seria acabar com a capacidade de investimento dos alemãs. Isso poderia gerar brechas para conquistar a camisa do Real Madrid, a joia da coroa do concorrente.

Mas antes de sonhar em tomar a camisa merengue, a Nike terá dura negociação pela frente. Diante da nova realidade do mercado, o Barcelona pretende um bom aumento de patrocínio para renovar com a empresa. Atualmente, o clube da Catalunha recebe € 30 milhões anuais, quantia considerada baixa nos padrões atuais.

Na Itália, a Nike sofreu outro revés significativo. A partir da próxima temporada deixará de ser a marca oficial da Juventus. A Vecchia Signora assinou com a Adidas um contrato de seis anos, com pagamento de € 23 milhões por temporada. O acordo com a Nike rendia € 16 milhões anuais ao tricampeão italiano.

Até clubes com alcance regional deixaram recentemente a empresa. Foi o caso do Porto, em Portugal, que trocou a Nike pela Warrior, mesma fornecedora de Liverpool e Sevilla, após 14 anos de parceria. Na Holanda, a Nike deixará de vestir, a partir de 2015, o PSV, encerrando parceria de 20 anos. O time de Eindhoven terá a Umbro como nova fornecedora.

A companhia americana, porém, conta com alguns bastiões, como PSG e Inter de Milão, que ainda ostentam o logotipo da empresa nos campeonatos europeus.

Procurada para se manifestar sobre a situação do mercado europeu, a Nike do Brasil afirmou que não iria se pronunciar.