No Mundial, Nestlé manterá aposta local no vôlei

No Mundial, Nestlé seguirá com marca e foco no Brasil para o vôlei

No Mundial, Nestlé seguirá com marca e foco no Brasil para o vôlei

A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) encerrou um hiato de 16 anos e retomará em 2010 a realização do Mundial feminino de clubes da modalidade. A edição desta temporada, a quarta da história, acontecerá no Qatar e terá participação do brasileiro Sollys/Osasco. Isso não foi suficiente, contudo, para a Nestlé mudar os planos regionalizados que tem para a modalidade no Brasil.

A companhia associou o time de vôlei de Osasco à marca Sollys, linha de produtos de soja que está no mercado há quatro anos e é comercializada apenas no Brasil. A despeito de a companhia contar com um portfólio extenso, não vai trabalhar nenhum artefato com perfil mais mundial durante o torneio do Qatar.

“Nós apoiamos a equipe que tem uma identidade e um posicionamento atrelados à Nestlé, e o nosso foco nesse projeto sempre foi a equipe. Normalmente, não trabalhamos essa questão do campeonato”, explicou Izael Sinem, diretor de comunicação e serviços de marketing da companhia.

O Sollys/Osasco conseguiu direito de disputar o Mundial porque venceu o Sul-Americano da modalidade em 2010. Além da equipe brasileira, a competição terá Fenerbahçe (Turquia), Federbrau (Tail"ndia), Bergamo (Itália), Mirador (República Dominicana) e Kenya Prisons (Quênia) como postulantes ao título.

No torneio, a equipe brasileira seguirá com identidade visual e comunicação ligadas unicamente à marca Sollys. O Mundial não servirá para a Nestlé trabalhar outras marcas, mas também não faz parte de um plano de internacionalização da linha de produtos de soja.

“Nós apostamos na Sollys porque faz muito sentido associar a marca ao esporte. É uma marca ligada a conceitos de saúde e qualidade de vida. Não estamos em outros países, mas nosso foco nem é esse. Ainda temos muito para crescer aqui”, contou Sinem.

A Sollys é atualmente a segunda marca do Brasil no segmento de produtos de soja. A meta da Nestlé é liderar o mercado em pouco tempo, mas a empresa não revela até quando pretende atingir essa posição.

A aposta da Nestlé no vôlei é tão focada no mercado nacional que a principal ação que a companhia fará durante o Mundial não acontecerá no Qatar. A empresa terá espaço para publicidade na grade da Bandeirantes, que vai exibir o torneio.