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Oposição questiona gastos com Ronaldo

Oposição questiona gastos com Ronaldo

Guilherme Costa em São Paulo - SP Publicado em 16/12/2008, às 09h00 - Atualizado às 11h00

Pouco mais de dois meses antes de realizar eleições presidenciais diretas pela primeira vez em sua história, o Corinthians anunciou a contratação do atacante Ronaldo, maior artilheiro da história das Copas do Mundo. A partir disso, tornou-se impossível dissociar a presença do astro no elenco da corrida pelo comando do clube. E apesar do impacto que o jogador representa, a oposição usa o alto custo para manter esperança sobre uma derrota de Andrés Sanchez. Sanchez assumiu o poder em outubro do ano passado, em eleição para o restante do período de Alberto Dualib, que havia sido deposto. Como o novo estatuto do clube impede um mandatário de participar dos dois processos eleitorais seguintes, ele pode ser o último a ocupar a presidência por mais de um ciclo. Em seu primeiro ano à frente do clube, Sanchez viveu emoções como o rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, a segunda posição da Copa do Brasil e o título da Série B. A ascensão do Corinthians à elite nacional foi potencializada pelo acerto com Ronaldo, que assinou com o clube até o fim de 2009. ?O problema é o custo disso. Sabemos que o Ronaldo aceitou um modelo de parceria com o Corinthians, mas os R$ 400 mil de salário sairão da receita do clube. Como alguém que não tem dinheiro investe isso em um atleta??, questionou Osmar Stábile, que deve ser um dos opositores de Sanchez na próxima eleição. Além do salário mensal, Ronaldo terá uma participação em lucros do Corinthians na próxima temporada. Se o clube alvinegro conquistar patrocínios para mangas das camisas ou calções, por exemplo, o jogador ficará com 80% do valor arrecadado. ?Como torcedor, estou bastante empolgado com a presença do Ronaldo no Corinthians. É um jogador de valor incrível. O que não pode acontecer é isso se transformar em uma manobra eleitoral. E isso nós só vamos saber durante o próximo ano?, projetou Stábile. A eleição presidencial do Corinthians será realizada no dia 15 de fevereiro. Para reduzir a possibilidade de fraude no processo, o clube alvinegro já anunciou que os votos de mais de 12,5 mil sócios aptos serão registrados em urnas eletrônicas.