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Por sustentabilidade, atletas "mastigam água" na corrida de rua

Startup inglesa criou saquinhos comestíveis para substituir garrafinhas de plástico

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 05/03/2020, às 07h47 - Atualizado às 10h47

Imagem Por sustentabilidade, atletas "mastigam água" na corrida de rua

A cidade de Londres, uma das mais desejadas pelos corredores de rua de todo o mundo, tem diversas meias-maratonas ao longo do ano. No último domingo (1º), mais uma dessas provas de 21km foi realizada na capital inglesa. E contou com uma novidade: pensando no meio ambiente e na sustentabilidade, a corrida inovou na hidratação e fez com que as tradicionais mesas ou "geladeiras horizontais" vistas normalmente nas provas simplesmente sumissem do cenário da prova.

Isso porque a startup Notpla criou um saquinho comestível batizado de Ooho, que nada mais é do que um sachê transparente feito com algas marinhas. Ao pegá-lo, bastará ao corredor morder a ponta e beber a água. Se preferir, no entanto, poderá simplesmente enfiá-lo na boca e comê-lo. É daí que vem a brincadeira dos próprios criadores de que os atletas terão a possibilidade de "mastigar água".

Foto: Divulgação / Notpla

A embalagem comestível foi criada com a utilização de conceitos de gastronomia molecular. Segundo a Notpla, um cubo de gelo é colocado em uma solução de cloreto de cálcio e extrato de alga marinha. A mistura se junta ao redor do cubo, criando uma camada que, após o gelo derreter, retém a água. O principal objetivo é extinguir as milhares de garrafinhas de plástico que são usadas em corridas de rua.

"Queremos que nossas embalagens não causem consequências negativas. Você coloca dentro da sua bochecha e morde. Ela explode, então é bem surpreendente", afirmou Pierre-Yves Paslier, em entrevista à revista de tecnologia Fast Company.

De acordo com a Notpla, houve um teste com o Ooho na Maratona de Londres do ano passado, com os sachês sendo encontrados em alguns pontos de hidratação selecionados. Um levantamento da empresa mostrou que cerca de 35% dos corredores realmente comeram o saquinho, com o resto jogando-o fora. Com uma propaganda maior de lá para cá e o conhecimento chegando a um número maior de pessoas, a startup acredita que cada vez um número maior de atletas não descartará o sachê, ajudando, assim, o meio ambiente.