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Público cai, mas Copa festeja três milhões em estádios

Guilherme Costa em Em Johanesburgo (África do Sul) Publicado em 10/07/2010, às 12h00

Apesar de uma média de ocupação menor do que nas quartas de final, as semifinais da Copa do Mundo de 2010 deram mais um argumento aos organizadores e à Fifa para enaltecer o evento. O total de público nos estádios ultrapassou três milhões de espectadores.

Segundo a Fifa, a Copa do Mundo de 2010 é apenas a terceira da história a conseguir superar a marca de três milhões de espectadores. Anteriormente, a marca foi atingida nos torneios de 1994 (Estados Unidos) e 2006 (Alemanha).

Os 62 primeiros jogos da Copa do Mundo tiveram um total de 3.058.112 torcedores nos estádios da África do Sul. A média de ocupação ficou em torno de 92,70%, valor que considera dados de todo o evento.

O valor ainda é distante dos 97% de assentos preenchidos, média da Copa do Mundo da Alemanha e meta do comitê organizador local (COL) para o torneio de 2010 antes de a competição começar. E o que torna o número mais preocupante é que as lacunas aumentaram pela primeira vez no mata-mata do torneio.

As oitavas de final tiveram 94,04% de ocupação das arenas, valor superior à primeira fase – nas três rodadas iniciais, a média sempre ficou na casa dos 91%. Nas quartas de final, o índice de vagas ocupadas nos estádios subiu para 98,74%. Nas semis, caiu 1,44%.

Curiosamente, a semifinal entre Alemanha e Espanha, um dos jogos mais badalados da Copa do Mundo de 2010, teve mais vagas no estádio do que o confronto entre Uruguai e Holanda. A eliminação dos sul-americanos levou 62.479 pessoas ao estádio na Cidade do Cabo e deixou 1.621 lacunas, enquanto a classificação da Fúria para a decisão foi vista por 60.960 espectadores, 1.800 a menos do que a capacidade da arena de Durban.

Ainda assim, a Fifa e o COL mantiveram o discurso adotado desde o início da Copa do Mundo e enalteceram o público total do evento. “Os números são fantásticos. Tivemos estádios lotados, com uma grande festa no interior deles”, avaliou Joseph Blatter, presidente da entidade que comanda o futebol mundial.

A queda de público nas semifinais pode estar relacionada à eliminação de Gana, único time africano que avançou ao mata-mata da Copa do Mundo. As vendas de ingressos no restante do continente não atingiram níveis expressivos, mas 50% dos bilhetes para o torneio foram comercializados na própria África do Sul.

“Se você pensar bem, ainda é uma parcela pequena da população que teve acesso aos estádios – até porque alguns foram a mais de um jogo. Portanto, achei impressionante o quanto a população da África do Sul se envolveu com a Copa do Mundo e o quanto torceu para o evento. Na Euro 2008, quando Áustria e Suíça foram eliminadas, as pessoas não escolheram outro time. Aqui, a África do Sul caiu e o público passou a torcer por Gana. Gana caiu e eles escolheram o Brasil. Depois, torceram para a Argentina, para a Alemanha e para Holanda ou Espanha. Ninguém deixou a Copa do Mundo de lado”, disse Dany Jordaan, diretor-executivo do COL.